Prog

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sub Rosa

Sub Rosa: “Em segredo”, “privado”, “confidencialmente”, “encoberto”.
    Na Idade Média, uma rosa era pendurada no teto de uma câmara de conselho para indicar que o que fosse dito “debaixo da rosa” não deveria ser repetido do lado de fora. Esta prática teve origem na mitologia grega, na qual Afrodite deu uma rosa a seu filho, Eros, e ele, por sua vez, a deu para Harpócrates, o deus do silêncio, para assegurar que as indiscrições de sua mãe – ou de outros deuses – seriam mantidas em segredo.
      Banda de rock progressivo, criada em 2006 por Reinaldo, Daniel e Vinícius, em Betim – Minas Gerais.
      A Sub Rosa recebe influências diretas da musicalidade somada a temáticas conceituais de bandas como Beatles, Pink Floyd, Genesis e Marillion, embora procure uma sonoridade própria e exclusiva, marcando na mente do ouvinte a sua peculiaridade.
      The Gigsaw (expressão intraduzível para o português, que faz um trocadilho entre as palavras inglesas Jigsaw – quebra-cabeças – e Gig – evento musical) é o disco de estréia da banda, com 14 faixas. Este disco é uma narrativa velada do ciclo da vida, permeada pelos eventos que marcam a passagem do indivíduo pela existência e as marcas que este indivíduo deixa em outrem, que refletirão a longo prazo, quando este não mais estiver presente.
     Temas como plenitude, impulso de conhecer e passar o conhecimento aos demais, atos passionais, devoção, expansão da consciência, emoções-afetos-desejos, conflito, aniquilação, poder, ansiedade, alienação x manipulação, evolução e finitude são trabalhados dentro de uma narrativa que faz com que uma música complemente a outra, fazendo do disco uma peça indivisível, mas também permite que cada faixa tenha sua individualidade, seja auto-suficiente e funcione fora do conceito do disco.
      A arte gráfica traz toda uma simbologia que funciona como guia para a narrativa e apresenta painéis da obra “Très Riches Heures du duc de Berry”, um “Livro das Horas” encomendado pelo Duque de Berry – João da França, aos irmãos Limbourg.
       Em plena era dos downloads, a banda conseguiu vender mais de 5 mil cópias do disco The Gigsaw, de forma independente. Hoje o disco é distribuído no exterior pela Syn-Phonic Records, de Utah, Estados Unidos.
       A Sub Rosa continua conquistando o público e a crítica especializada. Em 2010 venceu o Festival de Música Independente da web rádio WULP (Lágrima Psicodélica), com a música Equinox, concorrendo com mais de 100 excelentes bandas. Neste ano também a banda gravou a música “Canto 26”, para a ópera rock “Vitória”, de Barata Cichetto e Amyr Cantúsio Jr.
       Os shows baseados na obra The Gigsaw chamam a atenção pela inclusão de artes cênicas juntamente ao espetáculo musical, transformando o evento em uma experiência marcante e inusitada para o público.
       No momento, a banda prepara o segundo disco, o álbum duplo “11:11”.

Links:
2009 - The Gigsaw

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nektar


Nektar, uma das bandas inglesas que não lembram as outras bandas do mesmo país. Formada em 1969 foi desenvolvendo um som cheio de psicodelia e space rock. Também tem o krautock enraizado nas veias da banda, muitos até chegam a pensar que a banda é alemã. Voltaram a ativa no fim dos anos 90,e podemos dizer q foi uma das poucas voltas íntegras das grandes bandas progressivas dos anos 70.


Por volta de 1965, o baixista Derek “Mo” Moore e o baterista Ron Howden, ambos ingleses, estavam tocando na Alemanha. Ali mesmo, um ano depois, encontraram o tecladista escocês Alan “Taff” Freeman. Formaram o trio Prophesy e continuaram excursionando pela Alemanha. No Star Club, em Hamburgo, conheceram o guitarrista inglês Roye Albrighton. O trio já ouvira falar de Roye. Quando ele surgiu, logo trataram de contratá-lo. Voltaram para Londres e mudaram o nome do grupo para Nektar (outro nome cotado era Poleen). Mas não permaneceram na Inglaterra por muito tempo. Voltaram para Hamburgo e reencontraram um amigo, Mick Brockett, que fazia a iluminação e as montagens de palco para o Prophesy. Brockett se tornou rapidamente o quinto elemento do Nektar. No verão de 1971, o Nektar gravou seu primeiro disco, Journey to the Centre of the Eye, para a etiqueta alemã Belaphon. O tema do álbum girava em torno de um astronauta que experimentara um contato do terceiro grau. Com o sucesso em terreno alemão, o grupo, obviamente, se estabeleceu em território germânico. Gravaram mais alguns discos até que, em setembro de 1974, debutaram nos Estados Unidos. A estréia em concerto coincidia com o lançamento do primeiro LP do Nektar naquele país, Remember the Future. A receptividade foi tão grande, que propiciou o lançamento de álbuns anteriores, além dos que eventualmente se seguiram.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Osiris





Recentemente eu fiquei sabendo da existência desta banda de neo progressivo vinda de Bahrein, oriente médio. Eles iniciram sua carreira no final dos anos 70, produzindo três discos de estúdio (Osiris, 1981; Myths & Legends, 1984 e Reflections, 199). Após o ao vivo Beyond Cotnrol Live, de 1991, a banda encerrou atividades até ressurgir dezesseis anos depois com o conceitual Visions From the Past. A atual formação é a seguinte:

A.Razak Aryan : Keyboards & Synthesizers 
Hadi Al Said : Bass guitar 
Nabeel Al Sadeqi : Drums, Percussions 
Khalid Al Shmalan : Piano & Synthesizers 
Martin Hughes : Vocals & flute 
Mohammed Al Sadeqi Lead Guitar & Vocals 

Da formação original sobraram apenas o tecladista Aryan e os irmãos Sadeqi. 

A banda não era muito badalada talvez por soar ocidentalizada demais. Isso até 1991, pois o novo disco definitivamente faz questão de incluir diversos elementos da mísica tradicional daquele país, incluidno aí algumas vinhetas com seçòes faladas em árabe. Mas o som em geral é definitivamente neo progressivo de ótima qualidade com fortes influências de Camel. Excelentes teclados e guitarras se entrecruzam para formar uma fina tapeçaria de sons. Percussão e flautas dão o tom e sabor oriental neste disco que conta a estória de um homem velho observando a modernização de seu país nos tempos atuais. 

A produção sem dúvida poderia ser bem melhor e o grupo ainda está devendo lançar um trabalho que tenha uma engenharia de osom tão boa quanto o tipo de música que eles fazem exige. No entanto, a força das ótimas composiçòes, o bom gosto nos arranjos, a sinceridade e convicção com que trabalham nos temas e a brilhante musicalidade tornam esta audição 
extremamente agradável, Alguns temas são muito tocantes e emocionam sem ser piegas, como toda boa banda de neo deve ser. As melhores faixas são mas mais longas como The Memory Will Remain ou o épico encerramento com os 11 minutos de Finally, mas o disco todo é bem equilibrado. 

Uma ótima viagem musical por dentro de uma das culturas mais interessantes do mundo e sobre a qual ainda pouco conhecemos. Visions From The Past não é um disco arrebatador, daqueles que te ganha logo de cara. De fato ele pode parecer um CD simplista e sem sal à primeira vista, mas depois de algumas audiçòes descobre-se a quão rica, sutil e interessante é a musicalidade destes artistas de Bahrein. Vale a pena conhecer.

Banda Do Sol

Apesar de não ser mais tão popular como fora nos anos 60 e 70, o rock progressivo ainda era a grande paixão de Moa Jr (vocal/guitarra/violão), Fábio Fernandes (bateria) e Turco (baixo). A BANDA DO SOL foi então formada com referencias em nomes como Beatles, Genesis, Yes, Supertramp, Ravi Shankar, Gentle Giant e Deep Purple, mas ainda assim com um leve sotaque tropicalista.

As primeiras composições surgiram como vôos rasantes ao centro do universo, numa atmosfera calma, porém ativa, em constante movimento. Nas letras, uma proposta introspectiva de conhecimento do “Eu”, busca por paz interior e defesa da causa ecológica – mesmo antes da realidade do aquecimento global.

A BANDA DO SOL logo passou a integrar os principais eventos da época como o “Festival da Música Ecológica” de Piracicaba em 1982 – quando foi premiada pelo melhor arranjo para a música “Canção à Terra” – e o “X Fico”, festival do colégio Objetivo de Sorocaba que lhes garantiu o primeiro lugar com a canção “Golfo Pérsico”.

Depois de terem participado de duas coletâneas, a BANDA DO SOL lançou seu primeiro LP em 1982. O disco auto-intitulado foi gravado no renomado Estúdio Mosh em São Paulo. Auto-financiado, o LP chegou a ser prensado e comercializado – hoje é item raríssimo.

À época, o trabalho independente – tão em voga nos dias de hoje – não era nada fácil e o grupo esbarrou em diversas dificuldades. Sem o suporte de uma grande gravadora, a BANDA DO SOL acabou sendo desativada.

Fábio Fernandes foi estudar medicina. Turco se mudou para Londres onde vive ate hoje. Moacir Jr. lançou-se em carreira-solo e fez um relativo sucesso. Conheceu Guilherme Arantes e logo viraram parceiros. Também teve um relacionamento produtivo com Sá e Guarabyra, Renato Teixeira, Beto Guedes, Walter Franco e 14 Bis.
Alguns anos mais tarde, a BANDA DO SOL ensaia um retorno com Cesinha Rodrigues no baixo. Mais voltados para os ensaios, muitas novas composições surgiram nesta fase.
Novo Album: Tempo
Tempos depois o guitarrista Fran Simi também passa a integrar o grupo. Outros músicos passaram pela banda que chegou a realizar novos shows e gravações, como o grande “guitar-hero” brasileiro Mauro Hector e o tecladista João Leopoldo.

‘TEMPO’: O NOVO ÁLBUM
O retorno definitivo da BANDA DO SOL só se completaria com o lançamento de um novo álbum. Na nova formação, Moa Jr. no vocal, guitarra e violão; Fran Simi na guitarra; Cesinha Rodrigues no baixo; Fábio Fernandes na bateria e Allex Bessa nos teclados.

Intitulado Tempo, o novo álbum da BANDA DO SOL reúne composições inéditas de todas as fases da banda. O álbum foi gravado durante diferentes sessões nos estúdios HP Records (em Salto/SP), Estúdio DoZé (na capital paulista) e no Bugre Áudio Design, em Sorocaba/SP, sob supervisão do conceituado produtor Marcelo Bugre.



Banda Do Sol - Tempo (2010)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Haddad

 Banda capixaba que ja esta na estrada desde 1993, Gustavo e Leandro Haddad, filhos do saxofonista Zezito Haddad - músico com marcante participação em conjuntos e grandes bandas de jazz de Vitória nos anos 40/50 - começaram a atuar como compositores e instrumentistas de rock a partir de 1980, tendo realizado, desde então, shows nos principais palcos capixabas, entre os quais, o Teatro Carlos Gomes, o Ginásio Dom Bosco e o Centro de Artes da UFES.

Em 1985 fundaram o primeiro estúdio de múltiplos canais de Vitória: o Studio Um, que mantiveram em intensa atividade até 1990, gravando demos e discos para músicos independentes e produzindo jingles publicitários.

Em 1987, participaram do I FEST UFES corn Camburi Blues, música classificada entre as oito melhores do festival. Ainda em 1987, gravam Camburi Blues para o disco oficial do FEST UFES e se apresentam na I Mostra da Música Capixaba no Rio de Janeiro, realizada no Teatro Sérgio Porto, em dezembro.

Em 1988 gravam o LP Gustavo Haddad, somente corn músicas próprias, fortemente influenciado pelos grupos progressivos ingleses dos anos 70, em especial, Pink Floyd, Camel e Supertramp. A seguir, já corn a "rnarca" HADDAD, gravam e lançam o CD Haddad, trabalho desenvolvido nurn estilo mais direto, em que predominam canções e baladas pop.
Entre abril de 1994 e maio de 1995, editam a primeira revista especializada em rock no Espírito Santo, denominada Long Live Rock, que alcançou excelente repercussão junto ao público consumidor de música no Estado.

Em 1997, são lançados simultâneamente dois CDs: Deuses, Anjos, Homens & Bestas (rock progressivo) e Blues e Outros Bichos (blues/rock), sendo que o primeiro foi reeditado, cerca de urn ano depois, pelo selo carioca Rock Symphony, passando a ser distribuído em varios países da Europa, América Latina, Nova Zelândia e Japão, corn boa receptividade de público e crítica. Estes dois discos contam com o trabalho dos seguintes músicos: Gustavo (teclados e voz), Leandro (violão e voz), Paulo Pelissari (guitarras), Rubens Oliveira (baixo), Eric Carvalho (bateria) e Zezito (sax), considerada a "formação clássica" da banda Haddad.

Em 1998, Gustavo e Leandro voltaram a se apresentar ao vivo no circuito de bares de Vitória (Brasil Pandeiro e Beco do Blues) . Em 2000, mais um CD é lançado em parceria com a Rock Symphony: Orion, trabalho que aprofunda o envolvimento do Haddad com o Rock Progressivo. Em 2001 é lançado Blue Notes, e retoma a trilha aberta por Blues e Outros Bichos. Vem sendo considerado por muitos o melhor trabalho da banda.

Em 2003 é lançado Ars Longa VIta Brevis que supera Blue Notes em comentários positivos. O grupo fica conhecido em países como Japão, Austrália e reforça ainda mais sua penetração em solo europeu.

Finalmente, em 2009, sai seu ultimo trabalho entitulado "Eros & Thanatos", mais uma vez pela dobradinha Rock Symphony/Musea Records, uma duple edição digipack.

Links:
2003 - Ars Longa Vita Brevis

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vox Dei

 Vox Dei iniciou por volta de 1967 no subúrbio de Quilmes, Buenos Aires, como uma banda típica de rock e blues com traços do psicodelismo vigente na época, cantando em inglês, logo passou a cantar apenas em espanhol e após alguns singles gravou um disco com o sugestivo nome de "Caliente", formando uma pequena legião de fiéis seguidores mas sem maior repercussão.

O ano era 1970, os argentinos do Vox Dei experimentavam, ainda que de forma bastante tímida com uma obra conceitual contendo elementos de orquestra e música clássica neste que seria o ápice na carreira da banda, com ênfase no hard rock, psicodelismo, influências de The Who, acrescendo a isso um pouco do modelo que o Deep Purple em faixas como Hallelujah e do Concerto for Group and Orchestra. La Biblia tem traços do prog italiano, mas não acredito que tivesse qualquer relação com a obra-prima que o também argentino Luis Bacalov idealizara na Itália, na mesma época, com o 'Concerto Grosso Per I New Trolls' mesclando rock e música barroca.

A intenção do Vox Dei e o formato nem de longe se assemelham a um concerto, a orquestração se faz presente em poucas músicas, mas serve para ressaltar uma obra inovadora e arrojada principalmente para o que se poderia esperar do rock latino-americano no início dos anos 70, um dos protagonistas a formar os alicerces do rock e progressivo argentino.

La Biblia, como o nome sugere, é um disco conceitual que narra com motivos próprios algumas passagens interessantes da Obra Sacra, sendo que a poesia contida nas letras de Ricardo Soulé é muito bela e inspirada, mas um tema que causaria algum desconforto em uma nação predominantemente católica que respiraria ares de ditadura e repressão (1976-1983). Mesmo assim, teve as letras revisadas pelo bispado argentino, que acabou inclusive recomendado o disco.

La Biblia teve grande êxito e foi apreciado por público e crítica que o saudaram com entusiasmo e mesmo grandiloquência em algumas publicações. Destaque para a introdução da orquestra com fagote, violinos, percussão, além das faixas Genesis, Moises (que abre com um belíssimo coro, vozes sobrepostas em uníssono para depois atingir um clima épico), Libros Sapienciales (nos moldes do The Who), a ênfase na orquestração em Cristo (Nacimiento) e a emotiva Cristo (Muerte y Resurrección), além da 'hendrixiana' Apocalipsis.

Logo após La Biblia, Godoy partiu para carreira solo. Vox Dei se manteve forte no cenário argentino até o ano de 1976 gravando vários discos nesse período, teve sobrevida até o ano de 1981, mudanças de formação e conflitos judiciais em torno do nome acabaram por enfraquecer a música e a vitalidade da banda que resultaria em várias pausas, reuniões e separações, deixando-a ativa ainda que no ostracismo, ficando mais conhecida apenas como a 'lendária' banda que gravou La Biblia.

La Biblia teve ainda uma produção em 1974 de Billy Bond com participação da Ensemble Musical de Buenos Aires e de músicos ilustres como Charly Garcia mas sem a participação de integrantes do Vox Dei, além de uma gravação ao vivo de 1986 (La Biblia según Vox Dei) e em 1998 foi recentemente regravada pelos trio remanescente de Soulé, Quiroga e Basoalto com participação de Andrés Calamaro, Fito Páez e Alejandro Lerner.

Links:

Espiritu

Banda surgida na Argentina em 1973, alcançou em sucesso consideravel no país como o lançamento do disco Crisalida, uma exelente oba do prog com passagens muito bem elaborados que deixa qualquer fan do prog impressionado.
Estou traduzindo a biografia para postar aki, mas porenquanto é só isso mesmo.
http://www.espiriturock.com.ar


Links:
1975 - Crisalida
2006 - Compilado