Prog

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Osiris





Recentemente eu fiquei sabendo da existência desta banda de neo progressivo vinda de Bahrein, oriente médio. Eles iniciram sua carreira no final dos anos 70, produzindo três discos de estúdio (Osiris, 1981; Myths & Legends, 1984 e Reflections, 199). Após o ao vivo Beyond Cotnrol Live, de 1991, a banda encerrou atividades até ressurgir dezesseis anos depois com o conceitual Visions From the Past. A atual formação é a seguinte:

A.Razak Aryan : Keyboards & Synthesizers 
Hadi Al Said : Bass guitar 
Nabeel Al Sadeqi : Drums, Percussions 
Khalid Al Shmalan : Piano & Synthesizers 
Martin Hughes : Vocals & flute 
Mohammed Al Sadeqi Lead Guitar & Vocals 

Da formação original sobraram apenas o tecladista Aryan e os irmãos Sadeqi. 

A banda não era muito badalada talvez por soar ocidentalizada demais. Isso até 1991, pois o novo disco definitivamente faz questão de incluir diversos elementos da mísica tradicional daquele país, incluidno aí algumas vinhetas com seçòes faladas em árabe. Mas o som em geral é definitivamente neo progressivo de ótima qualidade com fortes influências de Camel. Excelentes teclados e guitarras se entrecruzam para formar uma fina tapeçaria de sons. Percussão e flautas dão o tom e sabor oriental neste disco que conta a estória de um homem velho observando a modernização de seu país nos tempos atuais. 

A produção sem dúvida poderia ser bem melhor e o grupo ainda está devendo lançar um trabalho que tenha uma engenharia de osom tão boa quanto o tipo de música que eles fazem exige. No entanto, a força das ótimas composiçòes, o bom gosto nos arranjos, a sinceridade e convicção com que trabalham nos temas e a brilhante musicalidade tornam esta audição 
extremamente agradável, Alguns temas são muito tocantes e emocionam sem ser piegas, como toda boa banda de neo deve ser. As melhores faixas são mas mais longas como The Memory Will Remain ou o épico encerramento com os 11 minutos de Finally, mas o disco todo é bem equilibrado. 

Uma ótima viagem musical por dentro de uma das culturas mais interessantes do mundo e sobre a qual ainda pouco conhecemos. Visions From The Past não é um disco arrebatador, daqueles que te ganha logo de cara. De fato ele pode parecer um CD simplista e sem sal à primeira vista, mas depois de algumas audiçòes descobre-se a quão rica, sutil e interessante é a musicalidade destes artistas de Bahrein. Vale a pena conhecer.

Banda Do Sol

Apesar de não ser mais tão popular como fora nos anos 60 e 70, o rock progressivo ainda era a grande paixão de Moa Jr (vocal/guitarra/violão), Fábio Fernandes (bateria) e Turco (baixo). A BANDA DO SOL foi então formada com referencias em nomes como Beatles, Genesis, Yes, Supertramp, Ravi Shankar, Gentle Giant e Deep Purple, mas ainda assim com um leve sotaque tropicalista.

As primeiras composições surgiram como vôos rasantes ao centro do universo, numa atmosfera calma, porém ativa, em constante movimento. Nas letras, uma proposta introspectiva de conhecimento do “Eu”, busca por paz interior e defesa da causa ecológica – mesmo antes da realidade do aquecimento global.

A BANDA DO SOL logo passou a integrar os principais eventos da época como o “Festival da Música Ecológica” de Piracicaba em 1982 – quando foi premiada pelo melhor arranjo para a música “Canção à Terra” – e o “X Fico”, festival do colégio Objetivo de Sorocaba que lhes garantiu o primeiro lugar com a canção “Golfo Pérsico”.

Depois de terem participado de duas coletâneas, a BANDA DO SOL lançou seu primeiro LP em 1982. O disco auto-intitulado foi gravado no renomado Estúdio Mosh em São Paulo. Auto-financiado, o LP chegou a ser prensado e comercializado – hoje é item raríssimo.

À época, o trabalho independente – tão em voga nos dias de hoje – não era nada fácil e o grupo esbarrou em diversas dificuldades. Sem o suporte de uma grande gravadora, a BANDA DO SOL acabou sendo desativada.

Fábio Fernandes foi estudar medicina. Turco se mudou para Londres onde vive ate hoje. Moacir Jr. lançou-se em carreira-solo e fez um relativo sucesso. Conheceu Guilherme Arantes e logo viraram parceiros. Também teve um relacionamento produtivo com Sá e Guarabyra, Renato Teixeira, Beto Guedes, Walter Franco e 14 Bis.
Alguns anos mais tarde, a BANDA DO SOL ensaia um retorno com Cesinha Rodrigues no baixo. Mais voltados para os ensaios, muitas novas composições surgiram nesta fase.
Novo Album: Tempo
Tempos depois o guitarrista Fran Simi também passa a integrar o grupo. Outros músicos passaram pela banda que chegou a realizar novos shows e gravações, como o grande “guitar-hero” brasileiro Mauro Hector e o tecladista João Leopoldo.

‘TEMPO’: O NOVO ÁLBUM
O retorno definitivo da BANDA DO SOL só se completaria com o lançamento de um novo álbum. Na nova formação, Moa Jr. no vocal, guitarra e violão; Fran Simi na guitarra; Cesinha Rodrigues no baixo; Fábio Fernandes na bateria e Allex Bessa nos teclados.

Intitulado Tempo, o novo álbum da BANDA DO SOL reúne composições inéditas de todas as fases da banda. O álbum foi gravado durante diferentes sessões nos estúdios HP Records (em Salto/SP), Estúdio DoZé (na capital paulista) e no Bugre Áudio Design, em Sorocaba/SP, sob supervisão do conceituado produtor Marcelo Bugre.



Banda Do Sol - Tempo (2010)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Haddad

 Banda capixaba que ja esta na estrada desde 1993, Gustavo e Leandro Haddad, filhos do saxofonista Zezito Haddad - músico com marcante participação em conjuntos e grandes bandas de jazz de Vitória nos anos 40/50 - começaram a atuar como compositores e instrumentistas de rock a partir de 1980, tendo realizado, desde então, shows nos principais palcos capixabas, entre os quais, o Teatro Carlos Gomes, o Ginásio Dom Bosco e o Centro de Artes da UFES.

Em 1985 fundaram o primeiro estúdio de múltiplos canais de Vitória: o Studio Um, que mantiveram em intensa atividade até 1990, gravando demos e discos para músicos independentes e produzindo jingles publicitários.

Em 1987, participaram do I FEST UFES corn Camburi Blues, música classificada entre as oito melhores do festival. Ainda em 1987, gravam Camburi Blues para o disco oficial do FEST UFES e se apresentam na I Mostra da Música Capixaba no Rio de Janeiro, realizada no Teatro Sérgio Porto, em dezembro.

Em 1988 gravam o LP Gustavo Haddad, somente corn músicas próprias, fortemente influenciado pelos grupos progressivos ingleses dos anos 70, em especial, Pink Floyd, Camel e Supertramp. A seguir, já corn a "rnarca" HADDAD, gravam e lançam o CD Haddad, trabalho desenvolvido nurn estilo mais direto, em que predominam canções e baladas pop.
Entre abril de 1994 e maio de 1995, editam a primeira revista especializada em rock no Espírito Santo, denominada Long Live Rock, que alcançou excelente repercussão junto ao público consumidor de música no Estado.

Em 1997, são lançados simultâneamente dois CDs: Deuses, Anjos, Homens & Bestas (rock progressivo) e Blues e Outros Bichos (blues/rock), sendo que o primeiro foi reeditado, cerca de urn ano depois, pelo selo carioca Rock Symphony, passando a ser distribuído em varios países da Europa, América Latina, Nova Zelândia e Japão, corn boa receptividade de público e crítica. Estes dois discos contam com o trabalho dos seguintes músicos: Gustavo (teclados e voz), Leandro (violão e voz), Paulo Pelissari (guitarras), Rubens Oliveira (baixo), Eric Carvalho (bateria) e Zezito (sax), considerada a "formação clássica" da banda Haddad.

Em 1998, Gustavo e Leandro voltaram a se apresentar ao vivo no circuito de bares de Vitória (Brasil Pandeiro e Beco do Blues) . Em 2000, mais um CD é lançado em parceria com a Rock Symphony: Orion, trabalho que aprofunda o envolvimento do Haddad com o Rock Progressivo. Em 2001 é lançado Blue Notes, e retoma a trilha aberta por Blues e Outros Bichos. Vem sendo considerado por muitos o melhor trabalho da banda.

Em 2003 é lançado Ars Longa VIta Brevis que supera Blue Notes em comentários positivos. O grupo fica conhecido em países como Japão, Austrália e reforça ainda mais sua penetração em solo europeu.

Finalmente, em 2009, sai seu ultimo trabalho entitulado "Eros & Thanatos", mais uma vez pela dobradinha Rock Symphony/Musea Records, uma duple edição digipack.

Links:
2003 - Ars Longa Vita Brevis

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vox Dei

 Vox Dei iniciou por volta de 1967 no subúrbio de Quilmes, Buenos Aires, como uma banda típica de rock e blues com traços do psicodelismo vigente na época, cantando em inglês, logo passou a cantar apenas em espanhol e após alguns singles gravou um disco com o sugestivo nome de "Caliente", formando uma pequena legião de fiéis seguidores mas sem maior repercussão.

O ano era 1970, os argentinos do Vox Dei experimentavam, ainda que de forma bastante tímida com uma obra conceitual contendo elementos de orquestra e música clássica neste que seria o ápice na carreira da banda, com ênfase no hard rock, psicodelismo, influências de The Who, acrescendo a isso um pouco do modelo que o Deep Purple em faixas como Hallelujah e do Concerto for Group and Orchestra. La Biblia tem traços do prog italiano, mas não acredito que tivesse qualquer relação com a obra-prima que o também argentino Luis Bacalov idealizara na Itália, na mesma época, com o 'Concerto Grosso Per I New Trolls' mesclando rock e música barroca.

A intenção do Vox Dei e o formato nem de longe se assemelham a um concerto, a orquestração se faz presente em poucas músicas, mas serve para ressaltar uma obra inovadora e arrojada principalmente para o que se poderia esperar do rock latino-americano no início dos anos 70, um dos protagonistas a formar os alicerces do rock e progressivo argentino.

La Biblia, como o nome sugere, é um disco conceitual que narra com motivos próprios algumas passagens interessantes da Obra Sacra, sendo que a poesia contida nas letras de Ricardo Soulé é muito bela e inspirada, mas um tema que causaria algum desconforto em uma nação predominantemente católica que respiraria ares de ditadura e repressão (1976-1983). Mesmo assim, teve as letras revisadas pelo bispado argentino, que acabou inclusive recomendado o disco.

La Biblia teve grande êxito e foi apreciado por público e crítica que o saudaram com entusiasmo e mesmo grandiloquência em algumas publicações. Destaque para a introdução da orquestra com fagote, violinos, percussão, além das faixas Genesis, Moises (que abre com um belíssimo coro, vozes sobrepostas em uníssono para depois atingir um clima épico), Libros Sapienciales (nos moldes do The Who), a ênfase na orquestração em Cristo (Nacimiento) e a emotiva Cristo (Muerte y Resurrección), além da 'hendrixiana' Apocalipsis.

Logo após La Biblia, Godoy partiu para carreira solo. Vox Dei se manteve forte no cenário argentino até o ano de 1976 gravando vários discos nesse período, teve sobrevida até o ano de 1981, mudanças de formação e conflitos judiciais em torno do nome acabaram por enfraquecer a música e a vitalidade da banda que resultaria em várias pausas, reuniões e separações, deixando-a ativa ainda que no ostracismo, ficando mais conhecida apenas como a 'lendária' banda que gravou La Biblia.

La Biblia teve ainda uma produção em 1974 de Billy Bond com participação da Ensemble Musical de Buenos Aires e de músicos ilustres como Charly Garcia mas sem a participação de integrantes do Vox Dei, além de uma gravação ao vivo de 1986 (La Biblia según Vox Dei) e em 1998 foi recentemente regravada pelos trio remanescente de Soulé, Quiroga e Basoalto com participação de Andrés Calamaro, Fito Páez e Alejandro Lerner.

Links:

Espiritu

Banda surgida na Argentina em 1973, alcançou em sucesso consideravel no país como o lançamento do disco Crisalida, uma exelente oba do prog com passagens muito bem elaborados que deixa qualquer fan do prog impressionado.
Estou traduzindo a biografia para postar aki, mas porenquanto é só isso mesmo.
http://www.espiriturock.com.ar


Links:
1975 - Crisalida
2006 - Compilado

APOCALYPSE

O APOCALYPSE surgiu em 1983, em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, quando o tecladista Eloy Fritsch formou uma banda de rock com colegas de escola. Inspirado nos grupos Yes, Genesis, Rush, ELP e Marillion, a primeira apresentação foi no mesmo ano, durante um festival no Colégio Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul. Pouco depois o baterista Chico Fasoli e o guitarrista Ruy Fritsch se integraram ao grupo.
Em 1984 o APOCALYPSE entrou em estúdio pela primeira vez. A primeira fita demo da banda foi gravada em um estúdio anexo à Rádio Caxias. Mais uma segunda demo seria gravada antes que a banda lançasse seu primeiro álbum oficial.
Por cinco anos consecutivos (de 1985 a 1990), o APOCALYPSE foi uma banda de palco. Com presença freqüente nos mais importantes festivais gaúchos da década de 80 (Rock Festival, Circuito de Rock, Festpop, etc) chegou a tocar com importantes bandas da década como Nenhum de Nós, Ira e De Falla. Durante esse período a banda e seus integrantes também ganharam inúmeros prêmios. Entre os principais destaca-se o de “melhor banda“ durante a primeira edição do festival Circuito de Rock (organizado por uma emissora da Rede Globo) quando concorreu com mais de 250 bandas e se apresentou para um público de 14 mil pessoas. Com esse prêmio o APOCALYPSE integrou uma coletânea em LP com outras bandas gaúchas lançada pela Nova Trilha/RBS Discos.
PRIMEIRO ÁLBUM
Já consolidados como uma das mais importantes bandas gaúchas de rock, o APOCALYPSE entrou em estúdio em 1990 para gravar seu primeiro LP. Auto-intitulado APOCALYPSE, o álbum trazia 11 faixas, entre elas uma versão para o clássico “Lavender”, do Marillion. O show de lançamento do álbum foi um caso a parte: a banda interrompeu o trânsito da mais movimentada avenida de Caxias do Sul e tocou todo seu repertório durante cerca de duas horas para mais de 2 mil pessoas! Nessa época o APOCALYPSE era um trio formado por Chico Casara (vocal e baixo), Eloy Fritsch (teclados) e Chico Fasoli (bateria).
CARREIRA INTERNACIONAL
Em 1992, Ruy Fritsch retornou ao grupo consolidando a formação mais produtiva e que renderia vários álbuns e apresentações nacionais. Decepcionados pelo rumo comercial que a música tomava no Brasil, o APOCALYPSE passou a compor alguns temas em inglês e a priorizar o mercado internacional. Sua já longa carreira e qualidade artística lhes renderam um contrato de cinco anos com a maior gravadora de rock progressivo do mundo: a francesa Musea. Até então, nenhuma outra banda brasileira do estilo havia assinado um contrato internacional.
Perto do Amanhecer, o segundo disco, saiu em 1995 na França. Logo a banda ganhou destaque em todos os principais veículos europeus e foi convidada para integrar a coletânea francesa Le Meilleur du Progressif Instrumental. O APOCALYPSE se tornava um dos maiores nomes do art rock brasileiro no exterior.
No ano seguinte, em 1993, iniciaram as gravações de Aurora dos Sonhos, próximo CD encomendado pela Musea, o terceiro da carreira. Com esse álbum o APOCALYPSE criou verdadeiras obras primas do progressivo mundial como "Do Outro Lado da Vida" e "Vindo das Estrelas". Músicas longas e complexas aliadas a temas voltados em defesa à natureza, esoterismo e espiritualidade.
Com Aurora dos Sonhos a música da banda era divulgada da Europa para os Estados Unidos e países asiáticos como Japão e Coréia do Sul. Em outros países latinos como o Chile, o APOCALYPSE também passava a gozar de uma ampla notoriedade na cena progressiva.
Em 1997 os músicos decidem recuperar algumas gravações de seu primeiro LP e lançá-lo em CD. A proposta foi aprovada pelos empresários da Musea e foi lançado o CD Lendas Encantadas que ainda incluía três composições novas. A capa de Lendas Encantadas foi considerada a melhor capa do ano e escolhida para a abertura do site da gravadora Musea.
O SUCESSO NA TERRA NATAL E A PRIMEIRA TURNÊ NO EXTERIOR
Em 1998, o APOCALYPSE é convidado para tocar no maior festival de música do sul do Brasil, o Planeta Atlântida. Dividiram o palco com ninguém menos que Tim Maia, Rita Lee, Jota Quest e Titãs. O sucesso do festival fez com que a banda novamente voltasse seus olhos para o mercado brasileiro. Assinaram com a gravadora paulista “Atração” para o lançamento de uma coletânea – The Best Of APOCALYPSE – reunindo as faixas de seus três CDs. Ainda em 1998, o APOCALYPSE também foi convidado pela gravadora carioca Rock Symphony para tocar ao lado da renomada banda inglesa Pendragon no festival "Rio Art Rock Festival", no Rio de Janeiro.
Mesmo depois de retomar o sucesso em sua terra natal, o APOCALYPSE continuou em ascensão no exterior. No ano seguinte foram convidados para se apresentar no “ProgDay 99”, um dos maiores festivais internacionais de rock progressivo dos EUA! Durante sua apresentação no festival (realizado na Carolina do Norte) o APOCALYPSE foi tão bem recebido que o público pediu o retorno da banda ao palco ao fim de sua apresentação. Respeitados jornalistas estadunidenses que cobriam o evento chegaram a comparar a banda a grandes grupos como Kansas, Asia e Focus. O show, que havia sido registrado, acabou sendo lançado no Brasil em CD pela gravadora Rock Symphony. Intitulado Live In USA, o primeiro álbum ao vivo do APOCALYPSE fez história: era a primeira vez que um grupo de rock brasileiro havia gravado um show nos EUA e lançado em um formato de CD duplo.
No retorno da América, foram pauta das principais revistas brasileiras e se apresentaram num grande festival em Porto Alegre que foi transmitido ao vivo pela TVE para todo o Estado do RS. Também integraram a coletânea espanhola Margen e o ProgDay 7 Box Set – uma edição limitada de uma caixa comemorativa do Festival Internacional de Rock Progressivo com todas as bandas do evento, entre elas: Glass Hammer, Ars Nova e Discipline.
UMA NOVA ERA
O CD Refúgio, o quarto de estúdio, é lançado em 2003 trazendo novos temas como “Viagem no Tempo”, “Amazônia”, “Lembranças Eternas” e “Cachoeira das Águas Douradas”.
Apesar do sucesso do novo álbum, Chico Casara (vocal e baixo) deixa a banda. O vocalista Gustavo Demarchi e o baixista Magoo Wise são convidados a integrar o APOCALYPSE.
A banda decide então realizar um novo projeto: re-gravar antigos sucessos e compor novas músicas em inglês. O primeiro resultado é o EP Magic – The Radio Edits, onde a banda realiza versões em inglês de algumas de suas músicas mais conhecidas. O EP, lançado em caráter promocional para rádios, é disponibilizado na íntegra como presente aos fãs no lançamento do site oficial da banda (www.APOCALYPSEband.com) no final de 2004.
Meses depois o APOCALYPSE promove a “Magic Tour”, turnê onde a banda executa as canções de toda sua discografia transcritas para o inglês. Além de uma grande quantidade de shows, a banda ganha destaque na programação dos principais programas de TV, rádio, revistas e jornais. O público e a crítica reagem extremamente bem à nova fase.
O CD E DVD “AO VIVO” LIVE IN RIO
Em setembro de 2005, o APOCALYPSE é convidada para fazer o show de lançamento do festival “Rock Symphony For The Record” no Teatro Municipal de Niterói, Rio de Janeiro. A apresentação da banda é filmada e acaba originando o DVD e CD ao vivo Live In Rio.
Live In Rio é o segundo álbum ao vivo da banda – o primeiro registro em DVD – e foi gravado pelo americano Bob Nagy, um dos criadores do software Pro-Tools. A versão em DVD tem aproximadamente 80 minutos de duração, som 2.0 estéreo e 5.1 surround, além de extras com galeria de fotos, biografia, discografia com amostras sonoras, cenas de backstage e entrevistas.
O sucesso do DVD fez com que o Uriah Heep convidasse o APOCALYPSE para fazer o show de abertura dessa lenda inglesa do had rock durante a o festival Brazil Rock In Concert ocorrido no Canecão no Rio de Janeiro. Logo depois também tocaram com o grupo paulista Shaman no Teatro Bar Opinião em Porto Alegre, e em 2007 participaram do São Paulo Art Rock Festival ao lado dos grupos Violeta de Outono e Tarkus.
Com os shows de divulgação do DVD/CD Live In Rio, o APOCALYPSE foi destaque nas principais revistas brasileiras de rock: Comando Rock, Rock Hard-Valhalla, Rock Brigade e Roadie Crew.
O NOVO ÁLBUM - “THE BRIDGE OF LIGHT”
The Bridge Of Light é o título do novo álbum de inéditas do APOCALYPSE. Esse é o décimo trabalho da carreira desses heróis do rock progressivo brasileiro, o primeiro lançamento pela nova gravadora da banda, a Free Mind Records.
O álbum foi gravado ao vivo no Teatro da Universidade de Caxias do Sul e é dividido em dois atos distintos: "Act I" com as faixas "The Dance of Dawn", "Next Revelation", "Last Paradise", "Dreamer", "Meet Me" e "Ocean Soul"; e "Act II" que traz a suíte conceitual “The Bridge Of Light” dividida em sete partes e que narra a história de um dia na vida de um garoto órfão chamado Jimmy e de seu fiel amigo Z14 - ambos procuram por respostas existenciais num velho parque abandonado.
The Bridge Of Light é o primeiro disco de inéditas com a nova formação e nova sonoridade - agora mais pesado e moderno – e também está sendo lançado em toda Europa e Ásia pela Musea Records, a gravadora francesa que há anos vem lançando os discos do APOCALYPSE no exterior.
Perfeccionistas por natureza, os músicos do APOCALYPSE também são exigentes com as capas de seus discos. Depois de terem trabalhado com o já renomado Gustavo Sazes que fez as artes para o CD e DVD "Live In Rio", agora foi a vez do artista paulista Robson Piccin (Laudany, Lumina, Lothlöryen, Eternal Malediction, Banda do Sol, Hevilan, Symmetrya, etc) traduzir os conceitos das músicas do APOCALYPSE em imagens.
The Bridge Of Light marca as comemorações de 25 anos do APOCALYPSE que vai continuar provando porque detêm o mérito de maior banda de rock progressivo brasileira de todos os tempos.
Follow The Bridge!

Links:
Perto do Amanhecer (1995)
Aurora dos Sonhos (1996)
Refugio (2003)
The Radio Edits EP (2005)
Live in Rio (2007)
The Bridge of Light (2008)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quidam

O Quidam é uma banda polonesa de prog sinfônico que surgiu na primeira metade dos anos 90 e causou sensação com sua excelente e belíssima vocalista Emila Derkowska. `A palavra Quidam vem do latim que significa "alguém" ou "algum ser humano". A sonoridade do grupo trazia influências do Camel e Marillion, com a presença de flautas, violinos e cellos, além da guitarra melodiosa de Maciej Meller.

Lançaram 3 CDs de estúdio: o destaque é o primeiro e excelente CD "Quidam" (1996), seguido dos bons trabalhos "Angels Dream" (em polonês: Sny Aniolow, 1998) e "Time Beneath the Sky" (em polonês: Pod Niebem Czas, 2002). O primeiro CD é todo cantado em polonês, mas os dois CDs seguintes possuem versões diferentes cantadas em polonês ou em inglês.

O Quidam tocou em vários festivais de Prog como o Baja Prog 1999 (registrado em CD ao vivo: Live in Mexico 99) e Rio Art Rock Festival (Brasil, 2002). Porém em 20 de fevereiro de 2003 houve a trágica saída da Emila, o que deixou a comunidade Prog em abandono e desespero profundos. Os membros remanescentes reformularam o grupo com uma nova cozinha (baterista e baixista) e o desconhecido cantor Bartek Kossowicz. O grupo ressurgiu das cinzas em 2005 com o novo CD "SurREvival", que entretanto foi recebido com muito ceticismo e desconfiança. Agora em 2006 surge o primeiro DVD oficial da banda, "The Fifth Season", nome de uma canção do último CD. Imediatamente surgem perguntas que só podem ser respondidas analisando a performance da banda "ao vivo" no DVD: como estaria o Quidam pós-Emilia? Teriam superado a sua perda e encontrado um substituto à altura? E depois disso a banda ainda teria algo interessante a apresentar?


Links:


Sny aniołów (Angels' Dreams) (1998)
Live in Mexico (1999)
Alone Together (2007)