Prog

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

APOCALYPSE

O APOCALYPSE surgiu em 1983, em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, quando o tecladista Eloy Fritsch formou uma banda de rock com colegas de escola. Inspirado nos grupos Yes, Genesis, Rush, ELP e Marillion, a primeira apresentação foi no mesmo ano, durante um festival no Colégio Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul. Pouco depois o baterista Chico Fasoli e o guitarrista Ruy Fritsch se integraram ao grupo.
Em 1984 o APOCALYPSE entrou em estúdio pela primeira vez. A primeira fita demo da banda foi gravada em um estúdio anexo à Rádio Caxias. Mais uma segunda demo seria gravada antes que a banda lançasse seu primeiro álbum oficial.
Por cinco anos consecutivos (de 1985 a 1990), o APOCALYPSE foi uma banda de palco. Com presença freqüente nos mais importantes festivais gaúchos da década de 80 (Rock Festival, Circuito de Rock, Festpop, etc) chegou a tocar com importantes bandas da década como Nenhum de Nós, Ira e De Falla. Durante esse período a banda e seus integrantes também ganharam inúmeros prêmios. Entre os principais destaca-se o de “melhor banda“ durante a primeira edição do festival Circuito de Rock (organizado por uma emissora da Rede Globo) quando concorreu com mais de 250 bandas e se apresentou para um público de 14 mil pessoas. Com esse prêmio o APOCALYPSE integrou uma coletânea em LP com outras bandas gaúchas lançada pela Nova Trilha/RBS Discos.
PRIMEIRO ÁLBUM
Já consolidados como uma das mais importantes bandas gaúchas de rock, o APOCALYPSE entrou em estúdio em 1990 para gravar seu primeiro LP. Auto-intitulado APOCALYPSE, o álbum trazia 11 faixas, entre elas uma versão para o clássico “Lavender”, do Marillion. O show de lançamento do álbum foi um caso a parte: a banda interrompeu o trânsito da mais movimentada avenida de Caxias do Sul e tocou todo seu repertório durante cerca de duas horas para mais de 2 mil pessoas! Nessa época o APOCALYPSE era um trio formado por Chico Casara (vocal e baixo), Eloy Fritsch (teclados) e Chico Fasoli (bateria).
CARREIRA INTERNACIONAL
Em 1992, Ruy Fritsch retornou ao grupo consolidando a formação mais produtiva e que renderia vários álbuns e apresentações nacionais. Decepcionados pelo rumo comercial que a música tomava no Brasil, o APOCALYPSE passou a compor alguns temas em inglês e a priorizar o mercado internacional. Sua já longa carreira e qualidade artística lhes renderam um contrato de cinco anos com a maior gravadora de rock progressivo do mundo: a francesa Musea. Até então, nenhuma outra banda brasileira do estilo havia assinado um contrato internacional.
Perto do Amanhecer, o segundo disco, saiu em 1995 na França. Logo a banda ganhou destaque em todos os principais veículos europeus e foi convidada para integrar a coletânea francesa Le Meilleur du Progressif Instrumental. O APOCALYPSE se tornava um dos maiores nomes do art rock brasileiro no exterior.
No ano seguinte, em 1993, iniciaram as gravações de Aurora dos Sonhos, próximo CD encomendado pela Musea, o terceiro da carreira. Com esse álbum o APOCALYPSE criou verdadeiras obras primas do progressivo mundial como "Do Outro Lado da Vida" e "Vindo das Estrelas". Músicas longas e complexas aliadas a temas voltados em defesa à natureza, esoterismo e espiritualidade.
Com Aurora dos Sonhos a música da banda era divulgada da Europa para os Estados Unidos e países asiáticos como Japão e Coréia do Sul. Em outros países latinos como o Chile, o APOCALYPSE também passava a gozar de uma ampla notoriedade na cena progressiva.
Em 1997 os músicos decidem recuperar algumas gravações de seu primeiro LP e lançá-lo em CD. A proposta foi aprovada pelos empresários da Musea e foi lançado o CD Lendas Encantadas que ainda incluía três composições novas. A capa de Lendas Encantadas foi considerada a melhor capa do ano e escolhida para a abertura do site da gravadora Musea.
O SUCESSO NA TERRA NATAL E A PRIMEIRA TURNÊ NO EXTERIOR
Em 1998, o APOCALYPSE é convidado para tocar no maior festival de música do sul do Brasil, o Planeta Atlântida. Dividiram o palco com ninguém menos que Tim Maia, Rita Lee, Jota Quest e Titãs. O sucesso do festival fez com que a banda novamente voltasse seus olhos para o mercado brasileiro. Assinaram com a gravadora paulista “Atração” para o lançamento de uma coletânea – The Best Of APOCALYPSE – reunindo as faixas de seus três CDs. Ainda em 1998, o APOCALYPSE também foi convidado pela gravadora carioca Rock Symphony para tocar ao lado da renomada banda inglesa Pendragon no festival "Rio Art Rock Festival", no Rio de Janeiro.
Mesmo depois de retomar o sucesso em sua terra natal, o APOCALYPSE continuou em ascensão no exterior. No ano seguinte foram convidados para se apresentar no “ProgDay 99”, um dos maiores festivais internacionais de rock progressivo dos EUA! Durante sua apresentação no festival (realizado na Carolina do Norte) o APOCALYPSE foi tão bem recebido que o público pediu o retorno da banda ao palco ao fim de sua apresentação. Respeitados jornalistas estadunidenses que cobriam o evento chegaram a comparar a banda a grandes grupos como Kansas, Asia e Focus. O show, que havia sido registrado, acabou sendo lançado no Brasil em CD pela gravadora Rock Symphony. Intitulado Live In USA, o primeiro álbum ao vivo do APOCALYPSE fez história: era a primeira vez que um grupo de rock brasileiro havia gravado um show nos EUA e lançado em um formato de CD duplo.
No retorno da América, foram pauta das principais revistas brasileiras e se apresentaram num grande festival em Porto Alegre que foi transmitido ao vivo pela TVE para todo o Estado do RS. Também integraram a coletânea espanhola Margen e o ProgDay 7 Box Set – uma edição limitada de uma caixa comemorativa do Festival Internacional de Rock Progressivo com todas as bandas do evento, entre elas: Glass Hammer, Ars Nova e Discipline.
UMA NOVA ERA
O CD Refúgio, o quarto de estúdio, é lançado em 2003 trazendo novos temas como “Viagem no Tempo”, “Amazônia”, “Lembranças Eternas” e “Cachoeira das Águas Douradas”.
Apesar do sucesso do novo álbum, Chico Casara (vocal e baixo) deixa a banda. O vocalista Gustavo Demarchi e o baixista Magoo Wise são convidados a integrar o APOCALYPSE.
A banda decide então realizar um novo projeto: re-gravar antigos sucessos e compor novas músicas em inglês. O primeiro resultado é o EP Magic – The Radio Edits, onde a banda realiza versões em inglês de algumas de suas músicas mais conhecidas. O EP, lançado em caráter promocional para rádios, é disponibilizado na íntegra como presente aos fãs no lançamento do site oficial da banda (www.APOCALYPSEband.com) no final de 2004.
Meses depois o APOCALYPSE promove a “Magic Tour”, turnê onde a banda executa as canções de toda sua discografia transcritas para o inglês. Além de uma grande quantidade de shows, a banda ganha destaque na programação dos principais programas de TV, rádio, revistas e jornais. O público e a crítica reagem extremamente bem à nova fase.
O CD E DVD “AO VIVO” LIVE IN RIO
Em setembro de 2005, o APOCALYPSE é convidada para fazer o show de lançamento do festival “Rock Symphony For The Record” no Teatro Municipal de Niterói, Rio de Janeiro. A apresentação da banda é filmada e acaba originando o DVD e CD ao vivo Live In Rio.
Live In Rio é o segundo álbum ao vivo da banda – o primeiro registro em DVD – e foi gravado pelo americano Bob Nagy, um dos criadores do software Pro-Tools. A versão em DVD tem aproximadamente 80 minutos de duração, som 2.0 estéreo e 5.1 surround, além de extras com galeria de fotos, biografia, discografia com amostras sonoras, cenas de backstage e entrevistas.
O sucesso do DVD fez com que o Uriah Heep convidasse o APOCALYPSE para fazer o show de abertura dessa lenda inglesa do had rock durante a o festival Brazil Rock In Concert ocorrido no Canecão no Rio de Janeiro. Logo depois também tocaram com o grupo paulista Shaman no Teatro Bar Opinião em Porto Alegre, e em 2007 participaram do São Paulo Art Rock Festival ao lado dos grupos Violeta de Outono e Tarkus.
Com os shows de divulgação do DVD/CD Live In Rio, o APOCALYPSE foi destaque nas principais revistas brasileiras de rock: Comando Rock, Rock Hard-Valhalla, Rock Brigade e Roadie Crew.
O NOVO ÁLBUM - “THE BRIDGE OF LIGHT”
The Bridge Of Light é o título do novo álbum de inéditas do APOCALYPSE. Esse é o décimo trabalho da carreira desses heróis do rock progressivo brasileiro, o primeiro lançamento pela nova gravadora da banda, a Free Mind Records.
O álbum foi gravado ao vivo no Teatro da Universidade de Caxias do Sul e é dividido em dois atos distintos: "Act I" com as faixas "The Dance of Dawn", "Next Revelation", "Last Paradise", "Dreamer", "Meet Me" e "Ocean Soul"; e "Act II" que traz a suíte conceitual “The Bridge Of Light” dividida em sete partes e que narra a história de um dia na vida de um garoto órfão chamado Jimmy e de seu fiel amigo Z14 - ambos procuram por respostas existenciais num velho parque abandonado.
The Bridge Of Light é o primeiro disco de inéditas com a nova formação e nova sonoridade - agora mais pesado e moderno – e também está sendo lançado em toda Europa e Ásia pela Musea Records, a gravadora francesa que há anos vem lançando os discos do APOCALYPSE no exterior.
Perfeccionistas por natureza, os músicos do APOCALYPSE também são exigentes com as capas de seus discos. Depois de terem trabalhado com o já renomado Gustavo Sazes que fez as artes para o CD e DVD "Live In Rio", agora foi a vez do artista paulista Robson Piccin (Laudany, Lumina, Lothlöryen, Eternal Malediction, Banda do Sol, Hevilan, Symmetrya, etc) traduzir os conceitos das músicas do APOCALYPSE em imagens.
The Bridge Of Light marca as comemorações de 25 anos do APOCALYPSE que vai continuar provando porque detêm o mérito de maior banda de rock progressivo brasileira de todos os tempos.
Follow The Bridge!

Links:
Perto do Amanhecer (1995)
Aurora dos Sonhos (1996)
Refugio (2003)
The Radio Edits EP (2005)
Live in Rio (2007)
The Bridge of Light (2008)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quidam

O Quidam é uma banda polonesa de prog sinfônico que surgiu na primeira metade dos anos 90 e causou sensação com sua excelente e belíssima vocalista Emila Derkowska. `A palavra Quidam vem do latim que significa "alguém" ou "algum ser humano". A sonoridade do grupo trazia influências do Camel e Marillion, com a presença de flautas, violinos e cellos, além da guitarra melodiosa de Maciej Meller.

Lançaram 3 CDs de estúdio: o destaque é o primeiro e excelente CD "Quidam" (1996), seguido dos bons trabalhos "Angels Dream" (em polonês: Sny Aniolow, 1998) e "Time Beneath the Sky" (em polonês: Pod Niebem Czas, 2002). O primeiro CD é todo cantado em polonês, mas os dois CDs seguintes possuem versões diferentes cantadas em polonês ou em inglês.

O Quidam tocou em vários festivais de Prog como o Baja Prog 1999 (registrado em CD ao vivo: Live in Mexico 99) e Rio Art Rock Festival (Brasil, 2002). Porém em 20 de fevereiro de 2003 houve a trágica saída da Emila, o que deixou a comunidade Prog em abandono e desespero profundos. Os membros remanescentes reformularam o grupo com uma nova cozinha (baterista e baixista) e o desconhecido cantor Bartek Kossowicz. O grupo ressurgiu das cinzas em 2005 com o novo CD "SurREvival", que entretanto foi recebido com muito ceticismo e desconfiança. Agora em 2006 surge o primeiro DVD oficial da banda, "The Fifth Season", nome de uma canção do último CD. Imediatamente surgem perguntas que só podem ser respondidas analisando a performance da banda "ao vivo" no DVD: como estaria o Quidam pós-Emilia? Teriam superado a sua perda e encontrado um substituto à altura? E depois disso a banda ainda teria algo interessante a apresentar?


Links:


Sny aniołów (Angels' Dreams) (1998)
Live in Mexico (1999)
Alone Together (2007)

Saecvla Saecvlorum




Formado em 1974 por Marcus Viana (violinos) Giácomo Lombardi (piano), José Audísio (guitarras), Bob Walter (bateria), Edson Plá Viegas e Juninho (baixo) esta lendária banda mineira só foi conhecida por grande parte do público após o surgimento do CD, e a possibilidade de Marcus Viana (que é proprietário da gravadora Sonhos & Sons) de lançar o único registro do grupo.
Participaram ainda em 76 do lendário festival Camping Pop (hoje Camping Rock), que reunia e revelava grandes grupos da época, no mesmo ano o grupo entra no estúdio para gravar uma demo que, mesmo estando em contatos quase certo com a Warner, foi abortado e a gravadora engavetou o projeto.Pouco tempo depois a banda encerraria sua atividades, em 77.
Inédito durante 20 anos o disco agora pôde ser lançado, agora pela gravadora de Marcus Viana, a partir dos tapes originais, segundo informações muitas músicas não foram incluídas no único disco do Saecvla, pois apresentavam qualidade muito ruim.Após o término do grupo, Marcus funda o Sagrado Coração da Terra e chama Lombardi que chega a gravar alguns discos com o grupo.

Em 1996, Marcus Viana, em seu estúdio Sonhos & Sons, reúne, edita e masteriza digitalmente o material que os antigos 
integrantes do disco ainda possuíam e que seria a base da fita demo, possibilitando assim, ampliar o número de conhecedores deste pequeno, porém magnífico repertório.

O som da banda - de excelente qualidade - pode ser comparado a grandes grupos do gênero como Premiata, Forneria, Marconi, Yes, Pink Floyd e Gryphon, sendo considerado como um dos melhores trabalhos da cena progressiva nacional de todos os tempos.

Links:
1976 - Saecvla Saecvlorum 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Godspeed You! Black Emperor

A banda retirou o nome de God Speed You! Black Emperor, um documentário japonês em preto e branco de 1976 dirigido por Mitsuo Yanagimachi, que segue as aventuras dos Bōsōzoku, os Imperadores Negros, gangue de motociclistas japoneses. É geralmente classificada como post-rock, mas possui muitas influências de estilos como rock progressivo, punk-rock, música clássica e vanguarda. Suas gravações consistem em poucas músicas de longa duração, a maioria entre 15 e 25 minutos, dividas em movimentos que, às vezes, são especificados nos registros das gravações.
Foi formada em 1994 com apenas três membros, mas sua formação varia com freqüência chegando a incorporar em torno de 20 membros de uma única vez. Desde 1998, mantém apenas nove integrantes. Os instrumentos tocados variam de acordo com a formação, mas sempre houve uma tendência em torno de guitarras e baixos elétricos, instrumento de cordas e percussão. Outros instrumentos como metalofone e trompa são tocados ocasionalmente. Algumas músicas são acompanhadas por fragmentos gravados pela banda ao longo da América do Norte, incluindo um apocalíptico pregador de rua de Providence, um anúncio em um posto de gasolina, um grupo de crianças falando e cantando em francês, assim como gravações feitas em estações de rádio.

No passado, os membros da banda não gostavam de dar entrevistas, mostrando um certo descaso pela indústria musical. Por isso, ganharam a fama de anti-sociais e nunca mostraram muito de suas personalidades. Entretanto, ficaram mais conhecidos depois de aparecerem na capa da revista britânica NME, em 1999. O integrante que mais interage com a imprensa é Efrim Menuck, por essa razão é apresentado como líder, rótulo que ele repudia.
Os membros do grupo têm formado uma série de projetos paralelos, incluindo A Silver Mt. Zion, Fly Pan Am, Hrsta, e Set Fire to Flames. A banda contribuiu com a música "East Hastings" do primeiro álbum F♯A♯∞ para a trilha sonora do filme 28 Days Later, embora tenha sido pesadamente editada, algo incomum para todos os integrantes. No entanto, a faixa foi excluída do CD da trilha sonora por questões de ética. Em 2005, a banda permitiu que músicas do CD Yanqui U.X.O. fossem usadas no documentário Bombhunters, afirmando que apesar de não permitir suas músicas em filmes, poderiam alinhar as canções com a natureza social do filme. Um segmento da faixa "Providence" foi usada para promover a série dramática da BBC Superstorm, que foi ao ar em abril de 2007.
A banda lançou um CD com versões dos dois primeiros álbuns gravados pelo selo Kranky e um LP pela Constellation Records. O LP e o CD de Yanqui U.X.O. foram produzidos pela Constellation após o fim do contrato com a Kranky.

O Godspeed You! Black Emperor anunciou uma pausa por tempo indeterminado em meados de 2003, ainda sem planos para uma volta.
Em 2004, o guitarrista Roger-Tellier Craig abandonou o grupo de forma amistosa para se dedicar mais ao Fly Pan Am.

Vários integrantes são anarquistas, por isso existe um forte componente político junto à banda. Por exemplo, as notas do CD Yanqui U.X.O. descrevem a canção "09-15-00" como "Ariel Sharon rodeado por mil soldados israelenses marchando pela Mesquita de Al-Aqsa e provocando outra Intifada", e a parte de trás do álbum retrata a relação de algumas indústrias da música com um complexo industrial-militar[5]. Várias canções incorporam vozes que expressam sentimentos políticos, bastante notáveis em "The Dead Flag Blues", do álbum F♯A♯∞, e "Blaise Bailey Finnegan III", do álbum Slow Riot for New Zerø Kanada.
Em 2003, o grupo foi confundido com terroristas.[6][7] Após o veículo que levava o grupo parar em um posto de gasolina na cidade de Ardmore, Oklahoma, durante a turnê de 2003 pelos Estados Unidos, a funcionária do posto acreditou que tratava-se de terroristas. Ela informou rapidamente a outro funcionário para que avisasse à polícia. Quando a polícia apareceu, o grupo foi interrogado por mais de três horas pelo FBI. Apesar da polícia suspeitar de documentos antigovernamentais e algumas coisas estranhas, como fotografias de poços petrolíferos, não encontrou nenhuma evidência que incriminasse o grupo. Depois da comprovação dos antecedentes dos membros, a banda foi liberada da custódia e foi à próxima apresentação em Columbia, Missouri. Efrim Menuck se dirigiu à multidão explicando o acontecido e especulou dizendo que a liberação rápida foi devido a sua raça. "Tenho sorte por não ser paquistanês ou coreano. Eles prendem pessoas o tempo todo na Califórnia e ninguém sabe o que acontece. Apenas tivemos sorte de sermos uns canadenses branquelos e bonitinhos.", disse[8]. O incidente foi mencionado no livro de Michael Moore, "Cara, Cadê Meu País?".

Links:


1997 - F♯A♯∞ 
1999 - Slow Riot for New Zerø Kanada
2000 - Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven
2002 - Yanqui U.X.O.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Triumvirat

Triumvirat foi uma banda alemã de rock progressivo formada em 1969. O seu nome deriva do facto de serem apenas três os seus executantes. Os fundadores foram Jürgen Fritz, Hans Bathelt e Werner Frangenberg. Liderada por Jürgen Fritz, tiveram muito êxito nos anos 70, principalmente com o álbum Spartacus 1976.
Durante o início, a banda executava músicas de sucesso em lugares famosos de sua cidade natal, Colônia. The Nice e Emerson, Lake & Palmer foram bandas que influenciaram a direção musical do Triumvirat, tanto que a banda incorporou algumas músicas dessas bandas em seu repertório. No alto de sua fama durante a era do rock progressivo na década de 70, o Triumvirat era constantemente chamado de Emerson, Lake & Palmer alemão, ou clone ELP, devido a virtuosidade clássica de Fritz nos teclados e sintetizadores.
No início da década de 1970, a banda enviou uma fita demo para a EMI Records em Colônia e ganhou seu primeiro contrato de gravação. Foram produzidos outros álbuns durante a mesma década, incluindo Mediterranean Tales: Across The Waters e Illusions on a Double Dimple. Em 1975, a banda atingiu o ápice de seu sucesso comercial com o lançamento de Spartacus, que é considerado por muitos um álbum clássico do rock progressivo.
A banda sofreu várias mudanças pessoais (incluindo a perda do vocalista Helmut Köllen, que morreu de asfixia por monóxido de carbono enquanto ouvia algumas de suas músicas de estúdio no carro enquanto o motor estava ligado, em sua garagem). A banda terminou em 1980 com o lançamento de seu álbum final, Russian Roulette.

Links:

1972 - Mediterranean Tales (Across the Water)
1974 - Illusions on a Double Dimple
1975 - Spartacus
1976 - Old Loves Die Hard
1977 - Pompeii
1979 - A La Carte
1980 - Russian Roulette

Rock Brasília emociona público no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Embora não faça parte da mostra competitiva, o documentário Rock Brasília - A Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, emocionou o público na abertura do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, nessa segunda-feira (26) à noite, no Teatro Nacional. O filme, que conta a história da geração do rock dos anos 80 em Brasília, não só empolgou pela espontaneidade dos depoimentos dos músicos, mas também pela identificação com os que moram nas superquadras e que, de alguma forma, viram o movimento do rock ocorrer na cidade.

Vladimir Carvalho retrata a geração que gerou bandas como Capital Inicial, Legião Urbana e Plebe Rude, valorizando a capacidade que esses jovens tiveram de se expressar em meio a condições adversas. "Eram jovens que reagiam institivamente à autoridade. Eram jovens cultos, viajados e que fizeram músicas e letras permeadas dessa reação naquele momento de transição da política. Eles não foram cooptados, eles cooptaram", disse à Agência Brasil o cineasta, que era professor da Universidade de Brasília (UnB) na década de 1980 e registrou os momentos  iniciais das bandas, além de entrevistas com seus integrantes em 1987 e 1988.

"Percebi que havia história no movimento desses rapazes porque eles estavam voltando a Brasília depois de tocar em várias cidades brasileiras. Comecei a gravar os shows que aconteciam na Foods (lanchonete da Asa Sul), na UnB e a gravar entrevistas com esses garotos. Isso ficou guardado por mais de 20 anos. A minha sorte é que não estragou", acrescentou.

Vladimir ressalta o exemplo dessa geração pelo papel de resistência e, principalmente, de crença em um sonho. "É necessário olhar no retrovisor para entender muito do Brasil de hoje. Esses garotos deram um ensurdecedor exemplo de perseverança e crença em um sonho. E tem que ser assim para que esse sonho se torne realidade", disse. "Eles ainda sentiram o peso dos resquícios da ditadura, chegaram a ser presos em um show em Patos de Minas e viram que  o negócio era sério".

O baterista Fe Lemos, da banda Capital Inicial, um dos entrevistados no documentário, lembrou que à época,  não poderia imaginar a repercussão de sua simples vontade de tocar. "A gente via tudo como brincadeira. Nunca pensei que isso tivesse tamanha repercussão, da mesma forma que nunca pensei que estaríamos agora sem o Renato Russo, que sempre dizia que queria ser músico, depois cineasta e, depois, escrever um livro. Se ele estivesse aqui neste momento, com certeza estaria se aventurando pelas artes visuais".

Rock Brasília - Era de Ouro não concorrerá a prêmios. O filme, no entanto, já recebeu o prêmio de melhor documentário do Festival de Paulínia de Cinema deste ano.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mostra de cinema traz história do rock no Brasil


Nesta terça-feira, 27 de setembro, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio inaugura a mostra “O Cinema Rock’n’roll - Filmes Brasileiros Da Jovem Guarda Aos Dias De Hoje”. Serão apresentadas preciosidades como “Minha Sogra é da Polícia”, que traz o trio formado por Roberto Carlos - na época com apenas 17 anos - Erasmo Carlos e Carlos Imperial que aparecem como banda de apoio para o astro Cauby Peixoto durante uma apresentação de “Let’s Rock”.


A mostra do CCBB vai traçar a evolução do rock de forma cronológica a partir de sua inclusão nas chanchadas – quando Carlos Manga, em 1957, dirige “De Vento em Popa” – até os filmes pós-retomada dos anos de 1990, como “Baile Perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas.


Com curadoria de Barbara Kahane, o evento reúne 19 longas-metragens que traçam a evolução do gênero no país a partir da cinematografia nacional dos últimos 50 anos. Quatro curtas e e videoclipes também serão exibidos.


Francisco de Paula, diretor do filme “Areias Escaldantes”, participa de debate com o público na quarta-feira, 05 de outubro, às 19h00. A mostra fica em cartaz até 06 de outubro.


Veja o serviço abaixo:


27/09 a 06/10/2011 - Rio de Janeiro/RJ
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro - Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Ingressos: Grátis. É necessário retirar as senhas 30 minutos antes de cada sessão (capacidade 102 lugares)
Informações: 21 3808-202 / www.bb.com.br/cultura / www.twitter.com/ccbb_rj