Prog

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A.C.T (Suécia)


Ola Andersson, Jerry Sahlin, Thomas Erlandsson e Jens Appelgren eram jovens estudantes e iniciaram com a primeira formação do A.C.T. No início a banda se chamava Fairyland, e mantinha-se instável, sem um músico que ocupasse a posição de baixista. Pediram a um amigo, Simon Niklasson, que já era músico e tinha sua própria banda, que os acompanhassem nas primeiras apresentações e gravações. Após um bom tempo, o vocalista Jens Appelgren deixou o Fairyland, que começou a fazer novos testes para um novo vocalista.


Herman Saming, "a voz", definiria irremediavelmente o som do grupo. Herman, Ola e Thomas estudavam na mesma escola na cidade de Malmö, e, depois de alguns ensaios, ficou claro que o novo vocal era o tipo certo para a sonoridade tão desejada. Entretanto, a procura por baixistas continuava. Simon estava cada vez mais dividido entre sua banda regular e a ajuda na banda dos seus amigos. Peter Asp entrou para ocupar o lugar vago no final de 1995 e integrara o grupo como uma luva. Sinalizando um novo começo, a banda torna-se o A.C.T - sigla que ninguém, além dos próprios integrantes, conhece o significado - confirmando a participação no festival Direkt de Musik, um dos maiores concursos de canção para amadores da Suécia na época. Entretanto, ainda não foi a vez da banda aparecer para a mídia.

O ano de 1996 trouxe novas oportunidades e uma nova fase, e os garotos voltaram a participar do Direkt de Musik, sendo que desta vez as coisas correram bem melhor. Depois de vencer as semifinais, foram à Estocolmo concorrer com bandas de todo o país escandinavo. Mesmo sem conquistar o primeiro lugar , as rádios rock e revistas especializadas deram grande atenção à canção da banda, que acabou ganhando um ilustre padrinho e defensor: Yngwie Malmsteen.
Tudo indo bem, a banda percorreu a Suécia fazendo shows, gravaram uma demo-tape e quando sentiram-se prontos para brigar por seu espaço, entraram em estúdio para gravar o álbum de estréia do grupo, Today's Report (1999), no qual mesclaram novas e antigas composições.

Seu segundo álbum, Imaginary Friends, foi lançado em 2001 e o terceiro, Last Epic, em 2003.
No trabalho mais recente da banda, Silence (2006), a banda amadurece e o feedback de seus esforços torna-se mais visível, principalmente no Japão e na Europa. Com esse novo álbum, o A.C.T alcança o quarto lugar em vendas na loja sueca Ginza, superando artistas como Iron Maiden, Bob Dylan, Hammerfall, Bruce Springsteen, Christina Aguilera e Scissor Sisters.


Links:

1996) Early Recordings (demo)
(1999) Today's Report
(2001) Imaginary Friends
(2003) Last Epic
(2006) Silence

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

(Canadá)

Putz, Harmonium é uma grande banda de Rock Progressivo, formada em Québec, Canada, com uma sonoridade incrivel , passagens maravilhosas e sem contar o alto nível dos musicos.
Recomento à todosos amantes de rock progressivo, sejam akeles mais modernos ou mais cult.
Durante sua curtas existencia 1973-1978, eles lançaram 4 discos sendo na minha opinião o álbum Si on avait besoin d'une cinquième saison de 1975 um dos melhores do gênero.


Links:

1974: Harmonium
1975: Si on avait besoin d'une cinquième saison
1976: L'Heptade
1980: Harmonium en tournée

Quaterna Réquiem

A banda brasileira Quaterna Réquiem pode ser apontada como um dos grandes valores mundiais do rock progressivo nos anos 1990.

Formado em 1986, no Rio de Janeiro, a partir das cinzas do grupo Vitral (que incluia os "cabeças do Quaterna, os irmãos Elisa e Claudio), dissolvido, entre outros motivos, pela saída de Wiermann (instrumentista profissional) para uma série de concertos pelo país, o primeiro Quaterna Réquiem com Dantas e alguns outros membros da formação do LP, apresenta-se exatas duas vezes antes de também debandar. O som do grupo, na época, era bem mais primitivo do que o que seria conhecido no futuro. Com o fim da série de concertos, Wiermann retorna ao Rio e, junto com o irmão Dantas, ressuscita a idéia de uma banda de rock progressivo. O ano, 1987. (Re)nascia o Quaterna Réquiem.
Após vários shows e algum entra-e-sai na formação (agora com Wiermann, Dantas, o violinista Kleber Vogel, o guitarristas Jones junior e o baixista Marco Lauria), a banda lança, em 1990, o LP "Velha Gravura", reeditado em 1993, em Cd, com duas faixas extras. Apesar do sucesso junto ao público do gênero, o Quaterna passaria por profundas mudanças no ano seguinte. Júnior deixa a banda no final de 1991 e é substituído pelo guitarrista Saulo. Com esse "line-up", a banda dá seu mais famoso show (22 de fevereiro de 1992, no MAM do Rio) antes da saída de Vogel. O violinista, junto com Júnior, daria início à banda progressiva Kaizen (lançado em CD em fins de 1994).
Nova fase para o carioca Quaterna Réquiem: o novo guitarrista Saulo convoca um amigo, o baixista Álvaro Seabra, para o grupo. Essa nova formação não dura mais que alguns meses e cerca de cinco ou seis shows (com muitos trabalhos novos). O Quaterna estava de volta ao início da estrada, ou seja, reduzido aos irmãos Elisa e Cláudio. Mas isso não seria, como chegou a circular, o fim do conjunto. A banda resiste com apenas dois membros e mais dois (excelentes) músicos convidados, o baixista Fábio Fernandez e o guitarrista Roberto Crivano, ambos da banda progressiva Agne Luz (também do Rio). Essa formação daria um show em 1993, no SESC da cidade de Três Rios e lançaria, em 1994, seu segundo trabalho, intitulado "Quasímodo", que reafirma o Quaterna como principal banda progressiva brasileira em atividade. A temporada de divulgação deste novo disco ocuparia várias semanas de shows nos Teatro João Teotônio, em 1994. Feliz de quem conferiu..." (ERP)
RPB: Em 1997 a banda se apresentaria no Rio ArtRock Festival, abrindo para a banda sueca Par Lindh Project, onde apresenta músicas de um novo trabalho a ser lançado, além de contar com a participação especial de Kleber Vogel em uma música e Fred Fontes no baixo, substituindo Fábio. Deste show, lançam o CD Livre em 2000. Para surpresa de todos, a banda anuncia volta de Kleber Vogel para o Quaterna em 2002. Em 2003, Kleber e Wiermann criam o projeto Wiermann & Vogel e lançam o CD À Mão Livre. Nele há uma música inédita do Quaterna Réquiem.

O baixista Jorge Mathias entra para o Quaterna Réquiem em 2004.
Em agosto de 2004 o grupo volta a se reunir para um show em comemoração aos seus 15 anos de atividades no teatro do Centro Cultural Justiça Federal no Rio de Janeiro. Este show com quase duas horas de duração, é registrado em DVD, contendo músicas de todos os trabalhos do QR e algumas do Wiermann & Vogel. O DVD é lançado em 2006.


Links:

1990-Velha Gravura
1994-Quasímodo

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mantra - Celebration (PFM Cover)



Oia mais um do mantra ai, eu que gravei hehehehe
Abç
.~.

Mantra - De Volta ao B-612



Show muito baum...
Viva o Prog de Minas Gerais

Frágil (Peru)

O Frágil é considerado um dos grupos mais importantes do rock peruano devido a sua trascendência, qualidade musical e por ter sido uma das primeiras bandas de rock do país que compuseram suas canções inteiramente em língua espanhola.


Seu nome provém de "Fragile", um álbum do grupo britânico Yes. Foi a primeira banda de sucesso de sua geração, apesar de seu estilo progressivo ser próprio da década de 1970. Gravaram em 1981 o primeiro videoclipe feito no Peru: Avenida Larco, sua canção assinatura. O álbum no qual consta a canção, também intitulado Avenida Larco, é considerado um clássico do rock peruano.
Seu vocalista original é Andrés Dulude, mas em 1984, após uma viagem à Argentina que marcou a separação entre Andrés e a banda (este viajou ao México com a banda de Rulli Rendo), foi integrada à banda uma cantora argentina chamada Piñin Folgado, com a qual foi gravado o single Nave Blanca - Alrededor, em vinil de 45 rpm. Piñín regressou à Argentina em 1986. Um segundo single gravado com ela no vocal (Antihéroes) nunca foi lançado.


Em 1989 Andrés Dulude retornou à banda e permaneceu nela até o começo da década seguinte. Após uma breve passagem de Jorge Pardo pela banda, os integrantes do Frágil recrutaram um jovem vocalista chamado Santino de la Torre (ex-integrante do Sentencia e do Reina Gitana), com o qual gravaram o álbum Alunado, para finalmente no ano de 1999 acontecer uma nova volta de Andrés Dulude à banda, restaurando assim a formação original do grupo.

Links:

1981-Avenida Larco
PT 1
PT 2
PT 3

2002-Sorpresa del Tiempo

La Máquina de Hacer Pájaros (Argentina)

La Máquina de Hacer Pájaros é a jóia extrema do rock progressivo de nossos hermanos argentinos. Sua sonoridade é bastante elaborada e bem montada estruturalmente, bebendo de fontes inglesas, de Yes, Genesis e ELP, mesclando isso a uma base de jazz fusion e nossos ritmos latinos, e como tempero final ainda temos o soul, e um funky leve, presente no “fusion” citado.

O grupo lançou apenas dois álbuns, o homônimo de 76, e “Pelicula” de 77, ambos muito bons, podendo ser classificados como um progressivo sinfônico bastante singular, principalmente devido às raízes latinas.
O leitor já deve estar associando o Progressivo Sinfônico a um belo cover das bandas citadas, mas aqui a reação é muito contrária, os teclados viajantes e as belas guitarras estão presentes, e apontam indubitavelmente para tais grupos, no entanto a base é bastante swingada, com a brilhante seção rítmica.

Na sua formação o grupo conta com Charly Garcia, um dos principais nomes do progressivo latino, e Carlos Cutaia que tocou no Pescado Rabioso, ambos tecladistas muito competentes.
Além dessa mistura latina acalorada, o grupo é capaz de criar ambientes mais tradicionais de progressivo sinfônico, principalmente devido ao excelente trabalho de teclado.
Charly Garcia formou a banda após a dissolução de sua banda folk “Sui Generis”, buscando partir do ponto sinfônico, onde havia parado.

O grupo não atingiu muito sucesso na época, sendo reconhecidos apenas postumamente, pois em 77 após o lançamento de Pelicula, Charly acaba com o grupo, em razão a crises internas e
divergências musicais.
A banda trouxe a idéia dos teclados simultâneos, utilizada por alguns grupos europeus, e aqui vemos muito o trabalho desses instrumentos, ora do piano, em outros momentos mellotron e órgão, e até alguns sintetizadores dando uma atmosfera “ELPica” (cada vez piores minhas piadas, eu sei).

O grupo ainda utiliza esporadicamente o baixo de modo orquestral, o que dá o senso mais natural de progressivo sinfônico. Interessante é notar o quão rápido há essa mudança do jazz ao clássico, do funky ao rock progressivo tradicional. Charly não poderia ter descrito melhor seu trabalho
“Somos o Yes do terceiro mundo”. E sem dúvidas transcrevem a linguagem progressiva já tão falada na Europa e EUA para os idiomas latinos, e o fazem com destreza.

Pelicula é um trabalho completo, com grandes variações entre as faixas, intensos trabalhos de teclado, e um espetáculo rítmico, graças as múltiplas habilidades de baixo e percussão, que conduzem o disco entre as intricadas linhas eruditas, margeando a música popular do “terceiro mundo”.
“Marylin” a segunda faixa, conta com a introdução de “Somewhere Over the Rainbow”, fazendo referência a cultura “pop”.

Os fãs e até os críticos consideram o primeiro disco superior ao segundo, por seu ambiente mais sinfônico, e consequentemente mais sisudo, enquanto Pelicula é mais despojado, apelando ao fusion em vários momentos, e ai está à identidade desse grupo, nesses detalhes tão interessantes, capazes de criar uma sonoridade tão vasta.

O primeiro álbum deve agradar os fãs de prog mais xiitas, por sua alta complexidade estrutural, cheia de elementos inesperados, mas particularmente acredito, que não acrescenta muito ao movimento.
Já Pelicula é um excelente álbum, coloca a América Latina no cenário progressivo, descrevendo-a através de sua música mutante, passando facilmente pelo jazz fusion em muitos momentos.

Links:

1976  - La Máquina de Hacer Pájaros
1977 - Películas