Prog

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quaterna Réquiem

A banda brasileira Quaterna Réquiem pode ser apontada como um dos grandes valores mundiais do rock progressivo nos anos 1990.

Formado em 1986, no Rio de Janeiro, a partir das cinzas do grupo Vitral (que incluia os "cabeças do Quaterna, os irmãos Elisa e Claudio), dissolvido, entre outros motivos, pela saída de Wiermann (instrumentista profissional) para uma série de concertos pelo país, o primeiro Quaterna Réquiem com Dantas e alguns outros membros da formação do LP, apresenta-se exatas duas vezes antes de também debandar. O som do grupo, na época, era bem mais primitivo do que o que seria conhecido no futuro. Com o fim da série de concertos, Wiermann retorna ao Rio e, junto com o irmão Dantas, ressuscita a idéia de uma banda de rock progressivo. O ano, 1987. (Re)nascia o Quaterna Réquiem.
Após vários shows e algum entra-e-sai na formação (agora com Wiermann, Dantas, o violinista Kleber Vogel, o guitarristas Jones junior e o baixista Marco Lauria), a banda lança, em 1990, o LP "Velha Gravura", reeditado em 1993, em Cd, com duas faixas extras. Apesar do sucesso junto ao público do gênero, o Quaterna passaria por profundas mudanças no ano seguinte. Júnior deixa a banda no final de 1991 e é substituído pelo guitarrista Saulo. Com esse "line-up", a banda dá seu mais famoso show (22 de fevereiro de 1992, no MAM do Rio) antes da saída de Vogel. O violinista, junto com Júnior, daria início à banda progressiva Kaizen (lançado em CD em fins de 1994).
Nova fase para o carioca Quaterna Réquiem: o novo guitarrista Saulo convoca um amigo, o baixista Álvaro Seabra, para o grupo. Essa nova formação não dura mais que alguns meses e cerca de cinco ou seis shows (com muitos trabalhos novos). O Quaterna estava de volta ao início da estrada, ou seja, reduzido aos irmãos Elisa e Cláudio. Mas isso não seria, como chegou a circular, o fim do conjunto. A banda resiste com apenas dois membros e mais dois (excelentes) músicos convidados, o baixista Fábio Fernandez e o guitarrista Roberto Crivano, ambos da banda progressiva Agne Luz (também do Rio). Essa formação daria um show em 1993, no SESC da cidade de Três Rios e lançaria, em 1994, seu segundo trabalho, intitulado "Quasímodo", que reafirma o Quaterna como principal banda progressiva brasileira em atividade. A temporada de divulgação deste novo disco ocuparia várias semanas de shows nos Teatro João Teotônio, em 1994. Feliz de quem conferiu..." (ERP)
RPB: Em 1997 a banda se apresentaria no Rio ArtRock Festival, abrindo para a banda sueca Par Lindh Project, onde apresenta músicas de um novo trabalho a ser lançado, além de contar com a participação especial de Kleber Vogel em uma música e Fred Fontes no baixo, substituindo Fábio. Deste show, lançam o CD Livre em 2000. Para surpresa de todos, a banda anuncia volta de Kleber Vogel para o Quaterna em 2002. Em 2003, Kleber e Wiermann criam o projeto Wiermann & Vogel e lançam o CD À Mão Livre. Nele há uma música inédita do Quaterna Réquiem.

O baixista Jorge Mathias entra para o Quaterna Réquiem em 2004.
Em agosto de 2004 o grupo volta a se reunir para um show em comemoração aos seus 15 anos de atividades no teatro do Centro Cultural Justiça Federal no Rio de Janeiro. Este show com quase duas horas de duração, é registrado em DVD, contendo músicas de todos os trabalhos do QR e algumas do Wiermann & Vogel. O DVD é lançado em 2006.


Links:

1990-Velha Gravura
1994-Quasímodo

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mantra - Celebration (PFM Cover)



Oia mais um do mantra ai, eu que gravei hehehehe
Abç
.~.

Mantra - De Volta ao B-612



Show muito baum...
Viva o Prog de Minas Gerais

Frágil (Peru)

O Frágil é considerado um dos grupos mais importantes do rock peruano devido a sua trascendência, qualidade musical e por ter sido uma das primeiras bandas de rock do país que compuseram suas canções inteiramente em língua espanhola.


Seu nome provém de "Fragile", um álbum do grupo britânico Yes. Foi a primeira banda de sucesso de sua geração, apesar de seu estilo progressivo ser próprio da década de 1970. Gravaram em 1981 o primeiro videoclipe feito no Peru: Avenida Larco, sua canção assinatura. O álbum no qual consta a canção, também intitulado Avenida Larco, é considerado um clássico do rock peruano.
Seu vocalista original é Andrés Dulude, mas em 1984, após uma viagem à Argentina que marcou a separação entre Andrés e a banda (este viajou ao México com a banda de Rulli Rendo), foi integrada à banda uma cantora argentina chamada Piñin Folgado, com a qual foi gravado o single Nave Blanca - Alrededor, em vinil de 45 rpm. Piñín regressou à Argentina em 1986. Um segundo single gravado com ela no vocal (Antihéroes) nunca foi lançado.


Em 1989 Andrés Dulude retornou à banda e permaneceu nela até o começo da década seguinte. Após uma breve passagem de Jorge Pardo pela banda, os integrantes do Frágil recrutaram um jovem vocalista chamado Santino de la Torre (ex-integrante do Sentencia e do Reina Gitana), com o qual gravaram o álbum Alunado, para finalmente no ano de 1999 acontecer uma nova volta de Andrés Dulude à banda, restaurando assim a formação original do grupo.

Links:

1981-Avenida Larco
PT 1
PT 2
PT 3

2002-Sorpresa del Tiempo

La Máquina de Hacer Pájaros (Argentina)

La Máquina de Hacer Pájaros é a jóia extrema do rock progressivo de nossos hermanos argentinos. Sua sonoridade é bastante elaborada e bem montada estruturalmente, bebendo de fontes inglesas, de Yes, Genesis e ELP, mesclando isso a uma base de jazz fusion e nossos ritmos latinos, e como tempero final ainda temos o soul, e um funky leve, presente no “fusion” citado.

O grupo lançou apenas dois álbuns, o homônimo de 76, e “Pelicula” de 77, ambos muito bons, podendo ser classificados como um progressivo sinfônico bastante singular, principalmente devido às raízes latinas.
O leitor já deve estar associando o Progressivo Sinfônico a um belo cover das bandas citadas, mas aqui a reação é muito contrária, os teclados viajantes e as belas guitarras estão presentes, e apontam indubitavelmente para tais grupos, no entanto a base é bastante swingada, com a brilhante seção rítmica.

Na sua formação o grupo conta com Charly Garcia, um dos principais nomes do progressivo latino, e Carlos Cutaia que tocou no Pescado Rabioso, ambos tecladistas muito competentes.
Além dessa mistura latina acalorada, o grupo é capaz de criar ambientes mais tradicionais de progressivo sinfônico, principalmente devido ao excelente trabalho de teclado.
Charly Garcia formou a banda após a dissolução de sua banda folk “Sui Generis”, buscando partir do ponto sinfônico, onde havia parado.

O grupo não atingiu muito sucesso na época, sendo reconhecidos apenas postumamente, pois em 77 após o lançamento de Pelicula, Charly acaba com o grupo, em razão a crises internas e
divergências musicais.
A banda trouxe a idéia dos teclados simultâneos, utilizada por alguns grupos europeus, e aqui vemos muito o trabalho desses instrumentos, ora do piano, em outros momentos mellotron e órgão, e até alguns sintetizadores dando uma atmosfera “ELPica” (cada vez piores minhas piadas, eu sei).

O grupo ainda utiliza esporadicamente o baixo de modo orquestral, o que dá o senso mais natural de progressivo sinfônico. Interessante é notar o quão rápido há essa mudança do jazz ao clássico, do funky ao rock progressivo tradicional. Charly não poderia ter descrito melhor seu trabalho
“Somos o Yes do terceiro mundo”. E sem dúvidas transcrevem a linguagem progressiva já tão falada na Europa e EUA para os idiomas latinos, e o fazem com destreza.

Pelicula é um trabalho completo, com grandes variações entre as faixas, intensos trabalhos de teclado, e um espetáculo rítmico, graças as múltiplas habilidades de baixo e percussão, que conduzem o disco entre as intricadas linhas eruditas, margeando a música popular do “terceiro mundo”.
“Marylin” a segunda faixa, conta com a introdução de “Somewhere Over the Rainbow”, fazendo referência a cultura “pop”.

Os fãs e até os críticos consideram o primeiro disco superior ao segundo, por seu ambiente mais sinfônico, e consequentemente mais sisudo, enquanto Pelicula é mais despojado, apelando ao fusion em vários momentos, e ai está à identidade desse grupo, nesses detalhes tão interessantes, capazes de criar uma sonoridade tão vasta.

O primeiro álbum deve agradar os fãs de prog mais xiitas, por sua alta complexidade estrutural, cheia de elementos inesperados, mas particularmente acredito, que não acrescenta muito ao movimento.
Já Pelicula é um excelente álbum, coloca a América Latina no cenário progressivo, descrevendo-a através de sua música mutante, passando facilmente pelo jazz fusion em muitos momentos.

Links:

1976  - La Máquina de Hacer Pájaros
1977 - Películas

Aphrodite's Child (Grécia)

Aphrodite's Child foi uma banda grega de rock progressivo formada em 1968 pelo vocalista Demis Roussos, o multi-instrumentalista Vangelis Papathanassiou e o baterista Loukas Sideras. Depois de uma tentativa frustrada para entrar na Inglaterra, a banda reagrupou-se em Paris, onde o guitarrista Anargyros "Silver" Koulouris juntou-se a eles (embora ele fosse forçado a deixar a banda devido a prestação do serviço militar, com a guitarra e baixo sendo tocados por Roussos durante sua ausência).

The Idols, We Five, Aphrodite’s Child
A biografia do Aphrodite’s Child se mescla com a do artista Demis Roussos, o vocalista desse grupo. A partir dos 15 anos de idade, quando sua família mudou-se do Egito e voltou para a Grécia, Demis participou de vários grupos musicais. O primeiro, com 17 anos, The Idols, onde Demis tocava guitarra e baixo; os outros membros dos Idols: Jo (primo de Demis), Natis Lalaitis, Nikos Tsiloyan e Anthony. Nessa época, Demis tinha de trabalhar para sustentar sua família. Já nesse grupo Demis começou a destacar-se como cantor, a partir do momento no qual foi solicitado para substituir o vocalista, que estava cansado, para cantar algumas canções (o que começou com “The House of the Rising Sun” e “When a Man Loves a Woman”).
Com o compositor Lakis Vlavianos, Roussos deu início à banda We Five, já como vocalista principal. Mas somente começou a ficar mais conhecido a partir de 1968, com a banda de rock progressivo Aphrodite’s Child, formada no Reino Unido, para a qual Demis associou-se a outros dois músicos gregos, respectivamente, Vangelis (ou Vangelis Papatanassiou) e Loukas Sideras, primeiramente como vocalista e depois também como guitarrista e baixista. Vangelis ficou como compositor principal e tecladista, enquanto Loukas cuidava da bateria. No entanto, por falta de permissão para trabalhar na Inglaterra, o grupo mudou-se para Paris, então atingida pela Revolução de Maio de 1968. O primeiro álbum foi Rain and Tears, o qual obteve tremendo sucesso e vendeu um milhão de discos apenas na França. Nos próximos anos, o desempenho do grupo foi excelente. Com a voz de estilo de ópera de Roussos, a banda passou a ter sucesso em nível internacional, inclusive com 666, o último álbum. Logo após o lançamento dessa obra, por razões diversas, decidiram acabar com o grupo. Mas antes da dissolução, o Aphrodite´s Child estourou na Europa e outros países com grandes sucessos, tais como: Rain and Tears (Compositor: Vangelis, letrista = Boris Bergman); It’s Five O’clock, I Want to Live, End of the World e Spring, Summer, Winter and Fall.

 Início da carreira solo de Demis Roussos
Nesse meio tempo, o também compositor Roussos casou-se com Monique, com que teve uma filha, Emilie. Com o apoio da gravadora Phonogram, Demis iniciou então sua carreira solo. Seu primeiro grande sucesso, não somente na França como em toda a Europa, foi We Shall Dance, lançado no verão de 1971.
Seguiram sucessos como My Reason (junho de 1971), Velvet Mornings (canção também conhecida como “Tric, tric, tric” – composta pelo grego de Atenas, Lakis Vlavianos, que também fez as composições da maioria das canções de sucesso de Roussos, tais como, My Friend the Wind e Someday Somewhere).
Em 1973, quando fez uma turnê na América do Sul, foi lançado o segundo álbum de Roussos, Forever and Ever. Canções como When I was a Kid, Goodbye my Love Goodbye impulsionaram ainda mais a carreira do cantor solo, chamado de “o Papa do pop”, que até aí já vendera dois milhões de discos. Mas isto foi apenas o começo.
Em 1974 foi o lançamento do novo álbum My Only Fascination. Nos seus três primeiros anos de carreira solo, Demis Roussos demonstrou enorme dinamismo e vitalidade. Eis o saldo de suas atividades em 1.000 dias: 380 concertos em 18 países; total de 400.000 km em viagens de avião; 100.000 km em viagens de carro; participação em 120 programas de televisão e 180 programas de rádio; participação em três festivais; gravações de 40 canções e três álbuns que consumiram 600 horas de trabalho em estúdios; recebimento de 15 discos de ouro, e, para coroar tudo, venda total de 9 milhões de discos.
Sua agenda para 1975 compreendeu cinco turnês de 45 dias em cinco continentes, e em 15 de setembro desse mesmo ano, para felicidade do casal Demis / Dominique, nasceu o filho Cyril. Foi lançado também em 1975 o álbum Souvenirs, e em 1976 o álbum Happy to Be. Até 1977 o músico já havia vendido 30 milhões de discos em nível mundial.

Links:

1968-End of the World
1969-It's Five O'Clock
1972-666 (The Apocalypse Of John,13/18)
1980-Best Of Aphrodite's Child

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Wigwam (Finlândia)

Wigwam é uma banda finlandesa de rock progressivo formada em 1968, após o final da banda seminal Blues Section cujo baterista Ronnie Österberg havia tocado anteriormente. Ele formou a banda como um trio, mas logo trouxe o britânico expatriado e vocalista Jim Pembroke (também do Blues Section) e o organista Jukka Gustavson. Um ano após Pekka Pohjola entrou na banda como baixista. Kim Fowley produziu o segundo álbum da banda, Tombstone Valentine, lançado em 1970, e que contava com a composição eletrônica de Erkki Kurenniemi 'Dance of the Anthropoids'. O álbum de 1974 Being é considerado a obra prima do Wigwam. Apesar disso, após seu lançamento Pohjola e Gustavson deixaram o grupo. O maior sucesso comercial da banda foi a obra orientada ao pop Nuclear Nightclub, lançado em 1975, com os novos membros Pekka Rechardt na guitarra e Måns Groundstroem no baixo.
Por um tempo durante a década de 1970 a banda pareceu estar prestes a estourar na Europa, assim como bandas contemporâneas como Tasavallan Presidentti, mas apesar do apoio da imprensa do Reino Unido, a fama internacional em grande escala os iludiu, e a banda acabou terminando em 1978. Jim Pembroke e Ronnie Österberg formaram o Jim Pembroke Band no final de 1979, mas com problemas do coração devido à diabetes, Österberg cometeu suicídio em 6 de dezembro de 1980.

O Wigwam foi reformulado nos anos 1990 com o núcleo Pembroke, Rechardt e Groundstroem intacto. Sua influência na música rock finlandesa é amplamente reconhecida.

 
Links:
 
1971 - Fairyport
1976 - The Lucky Golden Stripes and Starpose