Prog

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

La Máquina de Hacer Pájaros (Argentina)

La Máquina de Hacer Pájaros é a jóia extrema do rock progressivo de nossos hermanos argentinos. Sua sonoridade é bastante elaborada e bem montada estruturalmente, bebendo de fontes inglesas, de Yes, Genesis e ELP, mesclando isso a uma base de jazz fusion e nossos ritmos latinos, e como tempero final ainda temos o soul, e um funky leve, presente no “fusion” citado.

O grupo lançou apenas dois álbuns, o homônimo de 76, e “Pelicula” de 77, ambos muito bons, podendo ser classificados como um progressivo sinfônico bastante singular, principalmente devido às raízes latinas.
O leitor já deve estar associando o Progressivo Sinfônico a um belo cover das bandas citadas, mas aqui a reação é muito contrária, os teclados viajantes e as belas guitarras estão presentes, e apontam indubitavelmente para tais grupos, no entanto a base é bastante swingada, com a brilhante seção rítmica.

Na sua formação o grupo conta com Charly Garcia, um dos principais nomes do progressivo latino, e Carlos Cutaia que tocou no Pescado Rabioso, ambos tecladistas muito competentes.
Além dessa mistura latina acalorada, o grupo é capaz de criar ambientes mais tradicionais de progressivo sinfônico, principalmente devido ao excelente trabalho de teclado.
Charly Garcia formou a banda após a dissolução de sua banda folk “Sui Generis”, buscando partir do ponto sinfônico, onde havia parado.

O grupo não atingiu muito sucesso na época, sendo reconhecidos apenas postumamente, pois em 77 após o lançamento de Pelicula, Charly acaba com o grupo, em razão a crises internas e
divergências musicais.
A banda trouxe a idéia dos teclados simultâneos, utilizada por alguns grupos europeus, e aqui vemos muito o trabalho desses instrumentos, ora do piano, em outros momentos mellotron e órgão, e até alguns sintetizadores dando uma atmosfera “ELPica” (cada vez piores minhas piadas, eu sei).

O grupo ainda utiliza esporadicamente o baixo de modo orquestral, o que dá o senso mais natural de progressivo sinfônico. Interessante é notar o quão rápido há essa mudança do jazz ao clássico, do funky ao rock progressivo tradicional. Charly não poderia ter descrito melhor seu trabalho
“Somos o Yes do terceiro mundo”. E sem dúvidas transcrevem a linguagem progressiva já tão falada na Europa e EUA para os idiomas latinos, e o fazem com destreza.

Pelicula é um trabalho completo, com grandes variações entre as faixas, intensos trabalhos de teclado, e um espetáculo rítmico, graças as múltiplas habilidades de baixo e percussão, que conduzem o disco entre as intricadas linhas eruditas, margeando a música popular do “terceiro mundo”.
“Marylin” a segunda faixa, conta com a introdução de “Somewhere Over the Rainbow”, fazendo referência a cultura “pop”.

Os fãs e até os críticos consideram o primeiro disco superior ao segundo, por seu ambiente mais sinfônico, e consequentemente mais sisudo, enquanto Pelicula é mais despojado, apelando ao fusion em vários momentos, e ai está à identidade desse grupo, nesses detalhes tão interessantes, capazes de criar uma sonoridade tão vasta.

O primeiro álbum deve agradar os fãs de prog mais xiitas, por sua alta complexidade estrutural, cheia de elementos inesperados, mas particularmente acredito, que não acrescenta muito ao movimento.
Já Pelicula é um excelente álbum, coloca a América Latina no cenário progressivo, descrevendo-a através de sua música mutante, passando facilmente pelo jazz fusion em muitos momentos.

Links:

1976  - La Máquina de Hacer Pájaros
1977 - Películas

Aphrodite's Child (Grécia)

Aphrodite's Child foi uma banda grega de rock progressivo formada em 1968 pelo vocalista Demis Roussos, o multi-instrumentalista Vangelis Papathanassiou e o baterista Loukas Sideras. Depois de uma tentativa frustrada para entrar na Inglaterra, a banda reagrupou-se em Paris, onde o guitarrista Anargyros "Silver" Koulouris juntou-se a eles (embora ele fosse forçado a deixar a banda devido a prestação do serviço militar, com a guitarra e baixo sendo tocados por Roussos durante sua ausência).

The Idols, We Five, Aphrodite’s Child
A biografia do Aphrodite’s Child se mescla com a do artista Demis Roussos, o vocalista desse grupo. A partir dos 15 anos de idade, quando sua família mudou-se do Egito e voltou para a Grécia, Demis participou de vários grupos musicais. O primeiro, com 17 anos, The Idols, onde Demis tocava guitarra e baixo; os outros membros dos Idols: Jo (primo de Demis), Natis Lalaitis, Nikos Tsiloyan e Anthony. Nessa época, Demis tinha de trabalhar para sustentar sua família. Já nesse grupo Demis começou a destacar-se como cantor, a partir do momento no qual foi solicitado para substituir o vocalista, que estava cansado, para cantar algumas canções (o que começou com “The House of the Rising Sun” e “When a Man Loves a Woman”).
Com o compositor Lakis Vlavianos, Roussos deu início à banda We Five, já como vocalista principal. Mas somente começou a ficar mais conhecido a partir de 1968, com a banda de rock progressivo Aphrodite’s Child, formada no Reino Unido, para a qual Demis associou-se a outros dois músicos gregos, respectivamente, Vangelis (ou Vangelis Papatanassiou) e Loukas Sideras, primeiramente como vocalista e depois também como guitarrista e baixista. Vangelis ficou como compositor principal e tecladista, enquanto Loukas cuidava da bateria. No entanto, por falta de permissão para trabalhar na Inglaterra, o grupo mudou-se para Paris, então atingida pela Revolução de Maio de 1968. O primeiro álbum foi Rain and Tears, o qual obteve tremendo sucesso e vendeu um milhão de discos apenas na França. Nos próximos anos, o desempenho do grupo foi excelente. Com a voz de estilo de ópera de Roussos, a banda passou a ter sucesso em nível internacional, inclusive com 666, o último álbum. Logo após o lançamento dessa obra, por razões diversas, decidiram acabar com o grupo. Mas antes da dissolução, o Aphrodite´s Child estourou na Europa e outros países com grandes sucessos, tais como: Rain and Tears (Compositor: Vangelis, letrista = Boris Bergman); It’s Five O’clock, I Want to Live, End of the World e Spring, Summer, Winter and Fall.

 Início da carreira solo de Demis Roussos
Nesse meio tempo, o também compositor Roussos casou-se com Monique, com que teve uma filha, Emilie. Com o apoio da gravadora Phonogram, Demis iniciou então sua carreira solo. Seu primeiro grande sucesso, não somente na França como em toda a Europa, foi We Shall Dance, lançado no verão de 1971.
Seguiram sucessos como My Reason (junho de 1971), Velvet Mornings (canção também conhecida como “Tric, tric, tric” – composta pelo grego de Atenas, Lakis Vlavianos, que também fez as composições da maioria das canções de sucesso de Roussos, tais como, My Friend the Wind e Someday Somewhere).
Em 1973, quando fez uma turnê na América do Sul, foi lançado o segundo álbum de Roussos, Forever and Ever. Canções como When I was a Kid, Goodbye my Love Goodbye impulsionaram ainda mais a carreira do cantor solo, chamado de “o Papa do pop”, que até aí já vendera dois milhões de discos. Mas isto foi apenas o começo.
Em 1974 foi o lançamento do novo álbum My Only Fascination. Nos seus três primeiros anos de carreira solo, Demis Roussos demonstrou enorme dinamismo e vitalidade. Eis o saldo de suas atividades em 1.000 dias: 380 concertos em 18 países; total de 400.000 km em viagens de avião; 100.000 km em viagens de carro; participação em 120 programas de televisão e 180 programas de rádio; participação em três festivais; gravações de 40 canções e três álbuns que consumiram 600 horas de trabalho em estúdios; recebimento de 15 discos de ouro, e, para coroar tudo, venda total de 9 milhões de discos.
Sua agenda para 1975 compreendeu cinco turnês de 45 dias em cinco continentes, e em 15 de setembro desse mesmo ano, para felicidade do casal Demis / Dominique, nasceu o filho Cyril. Foi lançado também em 1975 o álbum Souvenirs, e em 1976 o álbum Happy to Be. Até 1977 o músico já havia vendido 30 milhões de discos em nível mundial.

Links:

1968-End of the World
1969-It's Five O'Clock
1972-666 (The Apocalypse Of John,13/18)
1980-Best Of Aphrodite's Child

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Wigwam (Finlândia)

Wigwam é uma banda finlandesa de rock progressivo formada em 1968, após o final da banda seminal Blues Section cujo baterista Ronnie Österberg havia tocado anteriormente. Ele formou a banda como um trio, mas logo trouxe o britânico expatriado e vocalista Jim Pembroke (também do Blues Section) e o organista Jukka Gustavson. Um ano após Pekka Pohjola entrou na banda como baixista. Kim Fowley produziu o segundo álbum da banda, Tombstone Valentine, lançado em 1970, e que contava com a composição eletrônica de Erkki Kurenniemi 'Dance of the Anthropoids'. O álbum de 1974 Being é considerado a obra prima do Wigwam. Apesar disso, após seu lançamento Pohjola e Gustavson deixaram o grupo. O maior sucesso comercial da banda foi a obra orientada ao pop Nuclear Nightclub, lançado em 1975, com os novos membros Pekka Rechardt na guitarra e Måns Groundstroem no baixo.
Por um tempo durante a década de 1970 a banda pareceu estar prestes a estourar na Europa, assim como bandas contemporâneas como Tasavallan Presidentti, mas apesar do apoio da imprensa do Reino Unido, a fama internacional em grande escala os iludiu, e a banda acabou terminando em 1978. Jim Pembroke e Ronnie Österberg formaram o Jim Pembroke Band no final de 1979, mas com problemas do coração devido à diabetes, Österberg cometeu suicídio em 6 de dezembro de 1980.

O Wigwam foi reformulado nos anos 1990 com o núcleo Pembroke, Rechardt e Groundstroem intacto. Sua influência na música rock finlandesa é amplamente reconhecida.

 
Links:
 
1971 - Fairyport
1976 - The Lucky Golden Stripes and Starpose

Tasavallan Presidentti (Finlândia)

Primeira fase: anos 1970

Em 1969 o Tasavallan Presidentti foi fundado por Jukka Tolonen (guitarra) e Vesa Aaltonen (bateria), além dos integrantes Måns Groundstroem (baixo) e Frank Robson (vocal), ex-integrantes do Blues Section, e Juhani Aaltonen (saxofone e flauta). Seu primeiro álbum foi Tasavallan Presidentti, lançado pela Love Records em dezembro, assim como o single Time Alone With You / Obsolete Machine.

No ano seguinte Juhani Aaltonen foi substituído na banda por Pekka Pöyry. Apresentaram-se em vários festivais, incluindo o Ruisrock Festival. Começaram então as gravações para o segundo álbum na Suécia, com a produção de Bob Azzam. Ajudaram então Pekka Streng em seu primeiro álbum Magneettimiehen kuolema. Em 1971 lançaram outro álbum auto-intitulado, pela gravadora EMI Records.

No ano seguinte assinaram com a Sonet Records. Robson foi demitido, sendo substituído por Eero Raittinen em março. O terceiro álbum Lambertland foi lançado no segundo semestre, desta vez também no Reino Unido. Realizaram a segunda turnê pelo Reino Unido em novembro. Groundstroem deixou a banda em dezembro, sendo substituído por Heikki Virtanen.
Milky Way Moses foi lançado em 1974, sendo licenciado nos Estados Unidos pela Janus Records. A última turnê no Reino Unido foi realizada em abril, com o tecladista Esa Kotilainen substituindo Pöyry. Terminaram a banda, realizando ainda uma última turnê pela Suécia em agosto.

Segunda fase: a reunião
Jukka Tolonen teve uma bem sucedida carreira em projetos-solo e com outras bandas. Måns Groundstroem foi empregado como produtor da Love Records, reunindo-se ao Wigwam ainda em 1974. Eero Raittinen tocou com seu irmão Jussi e lançou trabalhos solo. Frank Robson também fez alguns álbuns solo. Juhani Aaltonen tornou-se um renomado músico de jazz, assim como Pekka Pöyry até que cometeu suicídio em 1980. Vesa Aaltonen reuniu-se à banda multinacional Made In Sweden em 1975. Após vários anos a banda realizou vários concertos de reunião, e em 2001 lançaram o álbum ao vivo Still Struggling For Freedom.


Links:
 
1971 - Tasavallan Presidentti (II)
1974 - Milky Way Moses PT1 PT2

Nova Seção "Prog Internacional"

Ae galera atendendo a pedidos, vou começar a compartilhar alguns álbuns de bandas do Prog Internacional não muito convencionais.
Espero que vocês gostem.
Abraço a Todos.
.~.

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