Prog

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sarcofago

Sarcófago foi uma das primeiras bandas de metal extremo a surgir no Brasil, no estado de Minas Gerais criada em 1985.
Primeiramente, não rotulavam-se a nenhum estilo de música em si, mas caracterizavam-se com fortes tendências anticlericais em suas letras e uma atmosfera musical pesada. Suas primeiras aparições datam da primeira metade da década de 80, junto com outras bandas mineiras de metal, como Chakal, Holocausto, Sextrash, já apresentavam-se nas cidades da região.
A formação mais famosa e clássica contava com Antichrist nos vocais, Butcher na guitarra, Incubus no baixo e D.D. Crazy na bateria. O baterista Leprous fez parte da gravação da coletânea Warfare Noise lançado pela Cogumelo Records em 1986. A gravação do Sarcófago traz em sua primeira demo-tape elementos que vinculariam a banda futuramente ao patamar de clássicos no estilo. Sua sonoridade era inovadora para a época com guitarras pesadas, sujas e rápidas assim como um estilo de tocar a bateria, conhecido como blast beat, pouco usado na época. Bandas como o Nuclear Death, Napalm Death e Fear of God já usavam a técnica de forma agressiva. O visual também fazia parte do contexto, brutal e chocante, como demonstram as fotos de seu primeiro álbum em estúdio, feitas em um cemitério, usando enormes braceletes de pregos, cintos de bala de fuzil e a pintura facial conhecida algum tempo depois como corpse paint. Mais tarde, após a divulgação underground de seu primeiro álbum Inri de 1987 e a consolidação no exterior, o Sarcófago ficou sendo reconhecido como uma banda de black metal e death metal.

O vocalista e guitarrista "Antichrist", o pseudônimo de Wagner Lamounier, fez parte da primeira formação da banda Sepultura e escreveu em parceria com Max Cavalera a música Antichrist que foi inserido no EP Bestial Devastation. Hoje em dia, Wagner Lamounier é professor de ciências econômicas na UFMG. Outro integrante importante desde a sua primeira formação, é Geraldo Minelli, baixista e compositor da banda. Geraldo atualmente trabalha com o ramo de fiscalização sanitária, e é batizado na igreja Adventista do Sétimo Dia. Em todo o cenário do metal extremo mundial, o Sarcófago ocupa uma posição privilegiada, graças à sua trajetória de álbuns "fiéis" ao estilo que se propunha.

Links:
 



Viper

O Viper começou em 1985, com a demo The Killera Sword, formado por André Matos (Vocais), Pit Passarell (Baixo), Yves Passarel (Guitarra), Felipe Machado (Guitarra) e Cássio Audi (Bateria). Logo veio um dos melhores álbuns de heavy metal tupiniquim o Soldiers of Sunrise, dando ao grupo o título de o Iron Maiden brasileiro. Também lançaram o Theatre of Fate, onde houve uma mudança no som da banda, que antes era um heavy tradicional ficou mais melodico e André Matos mostra que, sem duvida, é um dos melhores vocalistas do Brasil. Nesse período houve vários bateristas, antes de Cássio Audi o posto era ocupado por Anderson Ribeiro, o que é normal. Mas por divergências musicais com o resto da banda (que queria retornar ao heavy metal tradicional) e muito ocupado com a sua faculdade de música André Matos sai do Viper e Pit Passarel assume o vocal. O grupo lança outro álbum, que buscaria um metal mais pesado, o Evolution mostrou um Viper heavy/thrash, mas maduro e é considerado um dos melhores álbuns da banda, que nessa época chega ao seu auge. Veio a bem-sucedida turnê no Japão, um álbum ao vivo o Maniacs in Japan uma gravação bem aplicada para um álbum de metal ao vivo. A viagem ao Japão aparentemente refletiu muito no próximo álbum Coma Rage, onde novamente a banda muda o som e assumi um heavy metal com algumas influências no hardcore, porém muito do Evolution ainda se vê no álbum, o álbum é bem produzido e bem recebido pelos fãs. Mais um álbum é lançado, Tem Pra Todo Mundo, a banda tenta se aproximar do público brasileiro fazendo um álbum com letras em português e com influências do pop, mas o álbum mal chega às lojas devido a falência da nova gravadora (Castle) da banda na época, com esse imprevisto a banda parou, retornando anos depois.

Em 2005, a banda regressou com Ricardo Bocci nos vocais, Val Santos na guitarra e Guilherme Martin (que ja chegou a tocar na banda anteriormente) na bateria. A banda lançou em agosto de 2005 o DVD "Living For The Night – 20 Years of VIPER", contendo imagens e vídeos de toda a carreira da banda.

Também em 2005 a banda lançou uma demo com novas músicas e a banda voltou com o estilo pesado que tinham em meados dos anos 80. Guilherme Martin deixou o grupo ainda em 2005 e passou a integrar a banda Luxúria. Renato Graccia (que também ja tocou na banda) retornou ao Viper em seu lugar.Hoje Yves Passarel toca no Capital Inicial e André Matos ex-Angra e ex-Shaaman, atualmente está em carreira solo.
Em 2007, a banda lançou o disco "All My Life" com um lado mais puxado para o metal melódico. Iniciaram a turnê no mesmo ano, e devido a "projetos pessoais"... em 2009 declararam uma pausa na banda. Felipe Machado está se dedicando em sua profissão como jornalista, Pit Passarell esta com uma banda solo, Renato Graccia com uma banda mescla de Blues e Rock, Marcelo Mello está dando aulas de guitarra (Felipe ja se refere em seu blog que o Marcelo é um ex integrante)e Ricardo Bocci iniciou sua turnê de divulgação do single "My Way" dando um show no dia 24/07 no CCSP e nos dias 10 (junto com Rafael Bittencourt) e 11 de setembro junto com a Sphaera Rock Orchestra também no CCSP.

Links:
 
1985 - The Killera Sword - Demo
1987 - Soldiers of Sunrise
1989 - Theatre of Fate
1992 - Evolution
1993 - Maniacs in Japan - Ao Vivo
1994 - Coma Rage
1996 - Tem Pra Todo Mundo
2007- All My Life

Shaman

Início

A banda foi formada no segundo semestre de 2000, quando os músicos Andre Matos (vocal e teclado, ex-Viper ), Luis Mariutti (baixo, ex-Firebox ) e Ricardo Confessori (bateria, ex-Korzus) deixaram a banda Angra. Na época de sua formação, a nova banda não tinha um guitarrista, sendo então Hugo Mariutti (Henceforth), irmão de Luis, chamado inicialmente apenas para auxiliar nas composições. O resultado obtido foi tão positivo e inesperado que se terminou por incorporá-lo à banda.
O nome escolhido para a nova banda, Shaman, significa "aquele que enxerga no escuro", é representado de maneira geral pelos sacerdotes que curam através dos elementos da natureza. De origem siberiana, os shamans ganharam o mundo e se disseminaram em praticamente todas as culturas. No Brasil, os shamans (também grafado como xamãs) são representados principalmente pelos pajés indígenas.
O Shaman logo começou trabalhando para se tornar conhecido e firmar seu nome dentro da do cenário heavy-metal. Iniciou com uma turnê de estréia, que passou pela Europa e América Latina, obtendo grande receptividade da crítica e do público. Para executar os teclados ao vivo a banda contou com o renomado músico Fábio Ribeiro (Blezqi Zatsaz, ex-Angra, A Chave do Sol, Desequilíbrios, III Milênio, Clavion, Anjos da Noite e Overdose).

 Ritual

Mesclando heavy metal, música clássica e world music, a banda deu início às gravações de seu primeiro álbum, intitulado Ritual, em janeiro de 2002. O disco foi inteiramente gravado na Alemanha, com exceção de algumas participações especiais que foram registradas no Brasil e EUA. A produção ficou a cargo do renomado produtor e multi-instrumentista Sascha Paeth (Angra, Edguy, Avantasia, Rhapsody, Virgo, Epica).
Ritual foi bem recebido no Brasil e em todo mundo, sendo lançado em mais de 15 países. A turnê World Ritual Tour durou um ano e meio, passando por diversos lugares do Brasil, Ásia, América Latina e Europa. Foram mais de 130 shows neste período, alguns reincidentes.
Durante o ano de 2003, o Shaman esteve nos primeiros lugares das votações da mídia especializada, e a grande surpresa foi ter seu único álbum até então lançado eleito como o melhor disco de 2002 e 2004 pelos leitores da Folha de S. Paulo, veículo o qual abrange uma gama extensa de leitores de diferentes perfis. Ainda em 2004, a banda abriu o show do Iron Maiden no estádio do Pacaembu em São Paulo para aproximadamente 45.000 pessoas.

O primeiro DVD: RituAlive

A banda então aproveitou para lançar o show gravado ao vivo em 2003 na casa de shows paulistana Credicard Hall com a participação de vários convidados especiais (Tobias Sammet, Marcus Viana, Andi Deris, Sascha Paeth, George Mouzayek e Michael Weikath). O novo trabalho, saiu em CD e DVD, intitulado RituAlive, recebeu ótimas críticas e vendeu muito bem. Segundo o diretor da Universal Music do Brasil, RituAlive é o melhor DVD do gênero lançado no país devido à qualidade e conteúdo.

A mudança de nome e o segundo disco: Reason

Em 2005, com o segundo álbum de estúdio praticamente finalizado e pronto para o lançamento e buscando evitar possíveis problemas jurídicos, foi anunciada uma mudança no nome. A banda decide acrescentar um A em seu nome, passando a se chamar Shaaman, porém este ajuste não afetaria na pronúncia do nome. Em 2008, Ricardo Confessori viria a dizer que nunca houvera problemas jurídicos e que mudança ocorreu após uma consulta com um numerólogo, que orientou o acréscimo de um "A" para que a carreira da banda decolasse de vez. Os ex-membros mantém a versão inicial, que já citava a consulta a um xamã verdadeiro após os problemas jurídicos.
Nos meses seguintes chega às lojas o álbum Reason. Com uma "pegada mais direta", o novo álbum mostrou uma banda mais madura e segura, sem medo de quebrar rótulos e inovar. Andre Matos apresenta um vocal mais agressivo, Hugo Mariutti se envereda pelas guitarras densas e pesadas e a dupla Ricardo Confessori e Luis Mariutti se mostra mais coesa. O resultado de Reason, que dessa vez foi gravado no Brasil pelo mesmo produtor do primeiro disco, Sascha Paeth, é o resgate de todo o peso, feeling e espírito do heavy-metal dos anos 80, incluindo aí a presença de elementos eletrônicos. Enquanto Ritual privilegiava a inegável virtuose dos músicos, Reason abriu espaço para a alma e o coração da banda. A música ficou mais orgânica, o que ajudou a evidenciar o contraste entre guitarras pesadas, teclados em estilo new age e batidas tribais de world music. Essa mudança desagradou a alguns fãs, mas também atraiu uma nova leva de seguidores que se identificou mais com o novo estilo.
O primeiro álbum single do disco é Innocence. Ela chega às rádios e logo divide o ranking entre as mais pedidas do país. O sucesso se repete na TV com a estréia de um videoclipe. Apesar da boa divulgação, problemas de logística afetaram a distribuição do disco, o mesmo se diz do fator internet que contribuiu para uma baixa vendagem de discos, somada a entrada da banda numa gravadora de porte menor.O segundo single viria a ser "More".[1]

Dando um Tempo

A banda fez uma boa turnê com o Reason, mas problemas entre os integrantes começaram a ocorrer, e a banda resolveu tirar férias do palco.

A separação

Depois de seis meses parados o baterista Ricardo Confessori anunciou o fim do Shaman no dia 10 de outubro de 2006 através de um comunicado ao fã clube oficial For Tomorrow[2]. Surgiram boatos de que quem sairia do shaaman era Ricardo Confessori por problemas com bebidas alcoólicas, o Shaaman estava até tocando sem ele já, mas por ele ter o nome da banda registrada por ele, expulsou os antigos membros e chamou os novos integrantes, dizem também que a idéia do nome "Shaman" não fora dele, e que ele registrou em seu nome no início da banda, mas nada foi provado.

Renascendo das cinzas

Conforme entrevista concedida pelo próprio Ricardo Confessori a uma revista especializada sobre bateria e percussão ("BATERA" - dezembro/2006), o Shaaman está de volta com uma nova formação e gravando novas músicas que prometem para o novo álbum, que está previsto para chegar ao mercado no segundo semestre de 2007. Escolhidos a dedo por Ricardo Confessori, os novos integrantes vêm de bandas um tanto quanto conhecidas no cenário nacional: Karma, de onde veio Thiago e o tecladista convidado Fabrizio; e Tempestt, de Léo; além do novato Fernando Quesada.
Obs.: Agora o nome do "Shaaman" voltou a ser com apenas um A, ou seja, o nome agora é "Shaman" com apenas um A de novo.

O primeiro DVD da nova formação: AnimeAlive

Depois da reestruturação do line up da banda em 2006 e o lançamento do álbum Immortal em 2007, a banda SHAMAN gravou seu novo DVD no último dia 20 de julho no Anime Friends 2008.
Com o time completo em cena, a banda pode mostrar a que veio para um público de mais de 18 mil pessoas, com um set list que contou com músicas antigas e novas.
Com lançamento em 2009, o DVD contém surpresas para os fãs como: histórias da reestruturação da banda, como foi a gravação do CD, cenas de backstage e o dia-a-dia de uma das maiores bandas de Heavy Metal nacional da atualidade.

 
Links:


2002 - Ritual
2003 - RituAlive
2005 - Reason
2007 - Immortal
2010 - Origins

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Vulcano

VulcanoEm uma época difícil em que o nosso país passava por uma forte transição política, social, econômica e musical, na Europa surgia a NWOBHM, e também surgiam bandas que revolucionavam o metal tradicional criando uma sonoridade mais agressiva que ficaria conhecido como Black Metal, Death Metal. Aqui no Brasil nos anos de 81 e 82 não foi diferente a dificuldade era muito grande. Só que não era assim que pensava Zhema, Paulo Magrão, Carli Cooper quando criaram a banda VULCANO.
E foi assim que começou a trajetória desta banda que historicamente ajudou a enraizar e difundir o metal pesado por este país sendo considerada a primeira banda de black/death de toda América Latina, seu primeiro registro foi entre 82 e 83 com compacto duplo "Om Pushne Namah" cantado em português que hoje é uma verdadeira relíquia do metal underground brasileiro, e marca a trajetória de J. Piloni (bateria) pela banda.
Os shows foram surgindo, mas as dificuldades eram imensas, a banda tinha que produzir seus próprios shows desde colar os cartazes como até montar a própria estrutura para tocar, mas tudo tinha suas compensações, isto servia de força para o Vulcano seguir em frente e em 84 lançam a demo-tape "Devil On My Roof".
As primeiras mudanças de formação começam a surgir e a banda ainda não tinha conseguido adentrar o tão fechado cenário metal paulistano, por ser de Santos o Vulcano despontava-se mais pelo interior de São Paulo do que na capital fato esse que levou a banda a gravar no ano de 1985 o Vulcano Live!. Gravado no mês de agosto na cidade de Americana, sem qualquer tipo de mixagem, foi o primeiro disco ao vivo de metal lançado no Brasil e levou ao publico toda agressividade do metal pesado gerado por Zhema no baixo, Soto Junior na guitarra, Zé Flávio na guitarra base, Laudir Piloni na bateria e Angel nos vocais.
E foi com essa formação que surgiu o primeiro disco de black metal brasileiro "Bloody Vengeance" em 1986 chocando a mente de muita gente. Um disco sombrio, obscuro com letras enigmáticas, indiretas e hoje em dia soa mais atual do que nunca. Nos anos que se seguem a banda lança o "Anthropophagy" (87) e o "Who Are The True" (88) que foi um grito de revolta a uma situação que vinha sendo imposta por uma mídia mercenária que não vivia as coisas que aconteciam no underground e queriam que as bandas se tornassem mais populares, pasteurizadas o que viria acontecer na década de 90. Contra isto e uma situação de coisas o Vulcano lança em 90 o "Rat Race" e resolvem dar uma parada para por as idéias em ordem. Neste período de reflexão o Vulcano ainda fez alguns shows, mas nada de concreto, é nesta época que a gravadora Cogumelo Records resolve relançar em cd os discos da banda e assim o Vulcano retoma o seu caminho a banda ainda participa no ano de 2000 de uma coletânea lançada pela gravadora com a musica Bloody Vengeance. Em dezembro de 2001 são pegos de surpresa com a morte de Soto Jr. (guitarra) vitima de pressão alta, foi uma grande perda iam se embora anos de amizade e experiências vividas dentro do cenário underground brasileiro. Em 2003 o Vulcano dá a volta por cima e grava um novo álbum intitulado "Tales From The Black Book", com Zhema (baixo), Angel (vocal), Arthur (bateria), André (guitarra) e Passamani (guitarra) na formação, somente lançando em fevereiro de 2004 devido a problemas com a arte, este cd resgata toda a fúria dos anos 80 acumulados por todos estes anos de silencio. Trazendo de volta uma lenda chamada VULCANO.
Em 2006 o VULCANO lança 2 músicas inéditas em um Split Vinil com o Nifelheim da Suécia, com as músicas The Evil Always Return e Suffered Souls.

Links:
1985 - Live (LP)
1986 - Bloody Vengeance (LP)
1987 - Anthrophofagy (LP)
1988 - Who are the True (LP) 
1990 - Ratrace  

1998 - Live (CD)
2000 - Bloody Vengeance (CD)
2004 - Tales from the Black Book (CD)
2009 - Five Skulls and One Chalice (CD)

Korzus

A banda paulistana Korzus, formada atualmente por Marcello Pompeu (vocal), Dick Siebert (baixo), Antonio Araújo e Heros Trench (guitarras) e Rodrigo Oliveira (bateria), surgiu em meados de 1983. Sua primeira aparição data de outubro daquele ano, quando a formação trazia Marcello Pompeu (vocal), Marcello Nicastro (guitarra), Silvio Golfetti (baixo) e Luiz Maurício S. Oliveira "Brian" (bateria).

O primeiro nome provisório da banda foi Hand Of Doom, música do Black Sabbath, que seria usado apenas para que participassem do "1º Encontro Musical do Colégio Costa Braga". Depois, escolheram Korzus, que foi tirado literalmente da porta do armário da casa do baterista Zema, escrita pelo guitarrista Marcos Kekas, da banda Ethan.

Dois anos depois, já contando com Silvio, Dick e Pompeu, além de Eduardo Toperman (guitarra) e Maurício "Brian" (bateria), fizeram sua estreia fonográfica com as faixas Guerreiros do Metal e Príncipe da Escuridão na coletânea "SP Metal 2", lançada pela Baratos Afins.

A música "Guerreiros do Metal" rapidamente tornou-se um hino entre os headbangers da época e serviu para projetar o Korzus no cenário nacional, resultando no lançamento do álbum "Korzus Ao Vivo" (Devil Discos), lançado em 1986.

No ano seguinte, ocorreram as saídas de Toperman e Brian, e entrada do baterista Zema Paes, line-up que gravou o primeiro LP, "Sonho Maníaco" (Devil Discos). Em 1987, após uma série de shows pelo Brasil, aconteceu o suicídio do baterista Zema, que foi um choque para a banda e para a cena do Metal nacional. Seu substituto, Roberto Sileci "Betão" foi recrutado ao mesmo tempo em que Silvio passou a dividir as guitarras com Marcello Nicastro. Naquela fase a banda passou a compor em inglês e em 1989 lançou o álbum "Pay For Your Lies" (Devil Discos).

Entretanto, o marco definitivo para a banda veio em 1991, com "Mass Illusion" (Devil Discos), que fez o Korzus realizar inúmeros shows e de onde saiu o primeiro clipe, "Agony". Em abril de 1992, ocorre a primeira turnê internacional, "Mass Illusion European Tour 92", com datas na França, Itália, Inglaterra e Alemanha.

Mesmo com a ótima receptividade e mais shows no Brasil, em 1993, o baterista "Betão" é substituído por Ricardo Confessori (Angra, Shaman e Garcia & Garcia), que ficou até o final do ano e cedeu o posto para Fernando Schaefer "Fernandão", na mesma época em que Nicastro deixa a banda.

O novo período como quarteto se resumiu a alguns shows, até a chegada de Marcelo Nejen "Soldado". Em 1995 é lançado "KZS", produzido por Steve Evetts (Sepultura, Symphony X, M.O.D., Skid Row, Whiplash, Misfits), com destaque para as faixas "Internally" e "Namesake", que renderam videoclipes.

Em dezembro de 1996 ocorreu a primeira turnê pelos Estados Unidos, com shows ao lado do Biohazard e do S.O.D.. Em 1998 ocorrem mais alterações no line-up, com a saída de "Soldado" e Fernandão, substituídos por Heros Trench e Rodrigo Oliveira, respectivamente. Neste ano, foram destaque nacional do festival "Monsters Of Rock", que rendeu o lançamento do CD ao vivo, "Live At Monsters Of Rock", com músicas ao vivo e bônus de estúdio. O evento contou com a presença das bandas Dorsal Atlântica (RJ), Glenn Hughes, Savatage, Dream Theater, Saxon, Manowar, Megadeth e Slayer.

O álbum seguinte, "Ties Of Blood" (2004), recolocou a banda no patamar mais alto da cena nacional, com o Korzus fazendo uma extensa turnê de promoção.

Em 2007, Marcelo "Soldado" Nejen foi convidado a substituir temporariamente Silvio Golfetti, que estava em tratamento do braço esquerdo, devido a uma fratura ocorrida anos antes. Quem também o substituiu temporariamente foi André Curci (Threat, Musica Diablo).

A banda atualmente se encontra no início dos trabalhos de promoção do novo CD, "Discipline Of Hate", que será lançado mundialmente pela gravadora alemã AFM Records.



Links:

1986 - Korzus - Ao Vivo
1987 - Sonho Maníaco
1989 - Pay for Your Lies
1991 - Mass Illusion
1995 - KZS
2000 - Live at Monsters of Rock
2004 - Ties of Blood
2010 - Discipline Of Hate

Witchhammer

Potente Thrash Nacional da Velha Escola, agora que eles voltaram a ativa vocês tem uma nova oportunidade de ir a seus shows e de dar aquele velho apoio levando seus discos pra casa. Apoiem o UNDERGROUND caralho, seja como for! (atendendo ao pedido da Warrior Queen)

''O Witchhammer, carinhosamente chamado de Witch, foi fundado em 1986, hibernou durante alguns períodos dos anos noventa e retomou a estrada em 2003 para, mais uma vez, não deixar pedra sobre pedra. A banda, que mantém praticamente a formação original, sempre se caracterizou pelo grande entrosamento com seu público, proporcionando apresentações inesquecíveis em Minas Gerais e em todo o Brasil. Um traço marcante do Witch sempre foi o fato de desafiar limites musicais, enfrentando as barreiras de se transitar em diversos estilos e fazendo metal dos mais pesados e sinceros.

Além de Teddy, Casito e Paulo Caetano (da formação original), a banda conta também com o guitarrista Rogério Sena (ex Refen, Hellraiser), que entrou para a família Witch após a saída de Vermelho (Igor Farah).

Agora, com seu novo CD pela Cogumelo, Ode to Death (2006), o Witchhammer espera rever os amigos e tocar em todos os estados do Brasil, trazendo em seu repertório as músicas do novo CD e dos álbuns anteriores, que servem para ilustrar bem, não só a história do Witch, mas também do metal mineiro, do qual a banda se orgulha fazer parte.

A bruxa está solta novamente!!!

VIDA LONGA AO METAL NACIONAL''


Links:

1988 - The First and the Last
1990 - Mirror, My Mirror
2006 - Ode to Death

sábado, 23 de outubro de 2010

Sepultura

Quando a maldição foi lançada, poucos imaginavam que aqueles despretensiosos garotos iriam voar tão longe. Como muitos sabem o SEPULTURA nasceu como uma brincadeira no começo dos anos 80 na cidade de Belo Horizonte. Mas o destino foi generoso, e não brincava, quando colocou no caminho do metal Paulo Jr. (bx), Jairo Guedez (g), Max (g) e Igor Cavalera (bt).

O Death Metal Brasileiro ainda engatinhava quando o SEPULTURA lançou sua primeira gravação, o famoso split álbum BESTIAL DEVASTATION/SÉCULO XX (85), dividido com os conterrâneos mineiros do OVERDOSE. Músicas extremas como'‘Bestial Devastation' e 'Antichrist' mostravam à que vinha a banda, e começava a crescer uma legião de fãs pelo Brasil. Após este primeiro passo, foi inevitável ao SEPULTURA realizar a grande experiência musical da banda de metal surgida do nada, um disco próprio.

E nasceu MORBID VISIONS (86), um álbum memorável, apesar da produção precária. Como na gravação anterior há bons riffs e músicas, um exemplo é o hino 'Troops of Doom'. O disco proporcionou o começo dos shows pelo Brasil, mas também a despedida de Jairo Guedez.

O SEPULTURA crescia com uma velocidade sem precedentes na cena brasileira. E conseguiram sem demora preencher a vaga deixada por Jairo, com o excelente músico Andreas Kisser, dotado de um estilo inovador e arrojado. Foi em seguida lançado SCHIZOPHRENIA(87), um álbum cheio de gás novo que logo tornou-se um marco do metal brasileiro devido á boa produção e músicas marcantes ( 'Escape to the void' e a instrumental 'Inquisition Symphony', entre outras). Em turnê, a banda foi escalada para tocar em lugares de difícil acesso, como Manaus no Amazonas.

A partir deste ponto o SEPULTURA passou a despertar interesse mundial. O furor provocado pelo SCHIZOPHRENIA fez com que houvesse um lançamento pirata do disco por uma gravadora européia, que chegou á inacreditável marca de 30.000 cópias vendidas (porém sem a banda poder usufruir dos direitos autorais).

Após a boa repercussão do disco de 1987, o SEPULTURA continuou a galgar os degraus da fama, assinando um contrato de longos anos com a gravadora Holandesa RoadRunner. Isso possibilitou à banda gravar aquele que veio a ser um dos discos mais respeitados da história do metal mundial. BENEATH THE REMAINS(89), é até hoje uma grande referência. Foi gravado no Brasil, e apesar do orçamento apertado trouxeram o produtor norte-americano Scott Burns. Ele foi uma peça fundamental devido á sua experiência. Proporcionou condições favoráveis de trabalho para a banda e os ensinou a trabalhar como profissionais, passando informações valiosas aos músicos iniciantes. O produtor mixou e masterizou o trabalho em sua terra natal, algo inédito para uma banda de metal brasileiro na época.
Lançado o disco o SEPULTURA partiu para sua primeira turnê internacional, viajando pela Europa junto com os alemães do Sodom, Estados Unidos, e México. A banda chamou atenção por onde passou e seu nome despontou na mídia mundial. Nesta turnê encontraram uma de suas fontes de inspiração, Lemmy Kilmister e seu Motörhead, cruzaram o muro de Berlim ainda na época da guerra fria, e até conheceram o Metallica (banda muito forte na época). Foi gravado nesta época o primeiro vídeo clipe do SEPULTURA, 'Inner Self ', que tal qual 'Mass Hypnosis' e ‘Beneath the Remains’, tornou-se um clássico da banda.

A história continua com o disco ARISE (91). Curiosamente ele foi lançado antes no Brasil devido ao festival Rock in Rio II, no qual o SEPULTURA foi um dos destaques. Esta versão antecipada leva o título ARISE ROUGH MIXES.
Logo a apresentação no Rio a banda promoveu um show gratuito em São Paulo na praça Charles Müller em frente ao estádio do Pacaembu. A audiência de aproximadamente quarenta mil pessoas mostra a força que o SEPULTURA já possuía. Infelizmente algumas pessoas confundiram o espírito de confraternização dos fãs, e um rapaz foi assassinado. Esta fatalidade criou um falso mito sobre o público da banda, que repercutiu por muitos anos negativamente fazendo com que muitos produtores de shows Brasileiros temessem marcar shows com o grupo.

No exterior, por sua vez, a turnê do ARISE foi longa e passou por lugares longínquos e inéditos como Grécia e Japão. Na Austrália foi lançado um dos primeiros singles oficiais da banda, o ‘Third World Posse’. Outros singles deste álbum são 'Under Siege' e 'Dead Embryonic Cells'.

Na Holanda tocaram estrearam em um festival internacional de grande repercussão, o ‘Dynamo Open Air’, para mais de trinta mil pessoas. E atraíram mais de 100.000 fãs, nas duas apresentações feitas em estádios, quando estiveram na Indonésia. Lá também foram premiados com fitas cassetes de ouro pelas excelentes vendas.

Gravaram os clipes de ‘Arise’ e ‘Dead Embryonic Cells’, e lançaram seu primeiro home-vídeo, ‘Under Siege’, que foi gravado em Barcelona, Espanha. Com todos estes acontecimentos ligados ao disco ARISE o SEPULTURA firmou seu nome mundo a fora.

CHAOS A.D. (93) foi um dos passos mais importantes da história da banda. O SEPULTURA optou por um lado musical nunca antes explorado, misturando seu som brutal com elementos de música popular e com isto definiram a linha musical de vanguarda que se tornou sua marca registrada.
O lançamento do CHAOS A.D. foi em grande estilo, em um castelo medieval na Inglaterra e com a presença de boa parte da imprensa mundial. O SEPULTURA foi capa de muitas revistas por todo o mundo. Nesta turnê a banda foi até Israel gravar o clipe da música ‘Territory’, também lançada como single. Este vídeo foi eleito o melhor Vídeo Clipe do ano pela MTV Brasil, que levou a banda á Los Angeles para receber o astronauta de prata.

Outros clipes/singles tirados deste álbum foram ‘Refuse/Resist’ e ‘Slave New World’, e o home-vídeo ‘Third World Chaos’.

Nesta turnê o SEPULTURA foi a primeira banda de Metal da América Latina a se apresentar no famoso e tradicional festival “Monsters of Rock”, no Donington Park, Inglaterra. E também a primeira banda do Brasil a tocar na Rússia.
De volta á terra natal a banda foi convidada a tocar no festival ‘Hollywood Rock’ só após um abaixo-assinado feito pelo fã clube oficial brasileiro. Isso devido ao boicote por parte dos organizadores do evento, amedrontados com triste incidente em SP anos atrás.

Outro momento que deve ser registrado é o projeto paralelo de Max e Alex Newport, NAILBOMB, que teve o suporte de Andreas, Igor e Dino Cazares. A dupla lançou um disco, POINT BLANK, e se apresentou no ‘Dynamo Open Air’. O que resultou no Disco ao Vivo PROUD TO COMMIT COMMERCIAL SUICIDE, virando algo culto entre os fãs da banda.
A concepção do disco ROOTS (96) começou com a experiência musical e espiritual que o SEPULTURA teve com a tribo dos índios XAVANTES. A música 'Itsari' foi gravada na Aldeia Pimentel Barbosa no ano de 1995, ás margens do Rio das Mortes no Estado de Mato Grosso. Já o restante do álbum foram feitas em Malibu no estúdio Índigo Ranch, dotado de instrumentos de idade avançada, e fazendo da gravação a mais crua o possível.
Neste disco a banda mergulhou fundo nas experiências musicais. Os clipes/singles foram 'Roots Bloody Roots' gravado na cidade de Salvador; 'Attitude' que teve fotos de tatuagens de fanáticos por SEPULTURA como capa e contou com a participação especial da família Gracie no vídeo clipe. 'Ratamahatta' foi um clipe diferente de todos os anteriores do SEPULTURA, feito todo em animação gráfica computadorizada. Ainda foi lançado o disco duplo THE ROOTS OF SEPULTURA, no qual um dos discos conta boa parte da história musical da banda, e o segundo é o álbum ROOTS.


O SEPULTURA continuava fazendo suas incansáveis turnês pelo mundo, só que o ambiente interno era de desgaste. A banda foi convidada para se apresentar nos maiores festivais europeus, e novamente no 'Monsters of Rock' como uma das principais atrações. Porém o destino impediu Max de se apresentasse no festival, já que o grande amigo da banda, filho da empresária e afilhado do vocalista (Dana Wells) havia falecido. E em uma das mais importantes apresentações da carreira da banda o SEPULTURA estava como um trio. Neste dia contaram com a ajuda de diversos amigos para conseguir fazer o show, pois a notícia havia sido um grande choque para todos.

O público presente entendeu a situação e fez um minuto de silêncio a pedido da banda, uma cena que dificilmente se repetirá com tamanha multidão.

Após um breve luto, o SEPULTURA precisou voltar a estrada, pois haviam muitos compromissos agendados. A banda estava no topo da pirâmide e o respeito e admiração que desfrutavam era fora do comum. Infelizmente os constantes desentendimentos com sua empresária Glória, que é esposa do Max, fizeram a banda chegar numa encruzilhada, e a Sepultribo se separou. Andreas, Igor e Paulo tinham a convicção de que a empresária já não estava mais os representando do jeito que deveria e comunicaram sua decisão de não renovar seu contrato de trabalho. Havia a opção de que ela continuar a cuidar dos interesses de Max. Ele não aceitou a decisão dos companheiros e abandonou o SEPULTURA, achando estar sendo injustiçado. A partir de então as trevas caíram sobre o SEPULTURA e o futuro era incerto.

Com o tempo a banda acostumou-se á nova situação imposta. Sabia que não iria parar o trabalho de uma vida toda dessa forma e tampouco podiam deixar seus fãs órfãos. O SEPULTURA é mais que entretenimento, é uma ideologia. E assim que puderam começaram a escrever seu próximo álbum, como um trio. Max formou sua própria banda (SOULFLY).Igor, Paulo e Andreas passaram a escrever de uma nova forma. Agora o baixo ganhou uma importância ainda maior, como base das músicas. Andreas assumiu os vocais, mas nunca havia cantado antes e não se sentiu á vontade no posto. Decidiram encontrar um novo vocalista para o SEPULTURA.

As fitas de demonstração chegaram em grande quantidade aos escritórios da RoadRunner, e o processo de seleção não foi fácil. Um pequeno grupo de finalistas foi selecionado, e os candidatos receberam uma fita com músicas nas quais deveriam trabalhar (inclusive escrevendo letras) antes de encontrarem a banda para os testes. Os testes finais aconteceram no Brasil, porque para fazer parte do SEPULTURA é imprescindível gostar do país e se identificar com a cultura local. Também foi levado em conta a integração e a afeição entre o grupo.
Desde o começo da procura, a voz e a aparência de Derrick Green impressionou. Quando ele esteve no Brasil para os testes sentiu-se em casa, virou Palmeirense, e se entendeu extremamente bem com a banda. Ele preenchia todos os requisitos necessários, e se tornou parte da família.

A maior parte das músicas já estava pronta, esperando a gravação dos vocais, e a banda estava sob pressão para lançar o disco, mas trabalharam buscando a perfeição. Em 1998 foi lançado AGAINST, um álbum empolgante, de composições e letras fortes. Muitos sentimentos foram traduzidos neste disco, o resgate da autoconfiança, a vontade da volta à estrada.

AGAINST contou com a participação de amigos de longa data da banda. João Gordo em ‘Reza’ e Jason Newsted em ‘Hatred Aside’; e também o grupo de percussão japonês KODO hospedou a banda na ilha de Sado, onde vivem, e lá gravaram a faixa ‘Kamaitachi’.

Era chegada a hora de reencontrar fãs e deixar claro que as fofocas propagadas pela mídia (que anunciou o fim da banda) não passavam de grandes mentiras. O primeiro show do AGAINST foi um grande evento beneficente em São Paulo, o BARULHO CONTRA FOME.
Apesar de feito vários shows com suas antigas bandas, o Derrick nunca havia se apresentado para um público tão fiel, exigente e numeroso como os fãs brasileiros do SEPULTURA. Para tanto a banda ensaiou tocando em uma casa de shows pequena em Los Angeles (Brick by Brick), usando o nome ‘TROOPS OF DOOM’.

O BARULHO CONTRA FOME foi um grande sucesso, que os 30.000 fãs presentes lembrarão para sempre. Convidados muito especiais tocaram aquele dia. Mike Patton veio da Itália para o show. Jason Newsted veio dos Estado Unidos. E os índios Xavantes enfrentaram a selva de pedra da metrópole. Carlinhos Brown veio da Bahia. Jairo Guedez matou as saudades da ex - banda, e o lendário Zé do Caixão abençoou a banda. A crítica e a empolgada audiência receberam calorosamente o Derrick na Sepultribo.

Saíram do AGAINST os singles ‘TRIBUS’, ‘AGAINST’ e ‘CHOKE’ (este último ganhou um vídeo clipe gravado durante o BARULHO CONTRA FOME). A turnê rodou o mundo todo e foi bem sucedida. O SEPULTURA tocou pela primeira vez com os gigantes do metal SLAYER, pondo fim ao mito sem fundamentos de que as bandas não se davam bem. E para a alegria dos fãs brazucas de longa data fizeram uma turnê nacional, após anos de espera.

Finda a turnê os quatro músicos estavam ansiosos para começar a trabalhar o próximo disco. A época do AGAINST será sempre lembrada como o oxigênio da carreira do SEPULTURA, inspirado quando mais precisaram e que lhes deu força para construir toda uma Nação.

NATION (2001) é um álbum que já nasce vitorioso e brilhante, inclusive como disco de ouro. Andreas, Paulo, Derrick e Igor criaram um lugar utópico, para as pessoas que importam: fãs, amigos e famílias. A letra de ‘SEPULNATION’ é auto-explicativa, a música do SEPULTURA é sua arma, e eles a usam com destreza.
Graças á ajuda da vasta Sepultribo na Internet, a banda foi convidada para tocar na terceira edição do Rock in Rio. Lá o NATION foi apresentado á multidão de 150.000 pessoas, não havia um ser que não estivesse empolgado naquela memorável noite de janeiro (apesar de alguns veículos da imprensa nacional ainda não aprenderem a respeitar um dos maiores fenômenos da música brasileira, o mundo viu com certeza o poder de fogo que os espera). Entraram no palco ao som do hino ‘VALTIO’, feito com a colaboração dos músicos finlandeses do APOCALYPTICA.

Também colaboraram na Nação os músicos Jello Biafra e Dr. Israel, e quota pensamentos de gente brilhante (Madre Teresa de Calcutá, Albert Einstein, Gandhi e o 14o Dalai Lama).

O disco mostra um SEPULTURA maduro, cicatrizado e consciente. Resultado da estabilidade proporcionada por Derrick, que participou ativamente na composição do álbum. Seu crescimento na banda é explícito.



Links:



Bestial Devastation - [EP] - (1985)
Morbid Visions - (1986)
Schizophrenia - (1987)
Beneath The Remains - (1989)
Arise - (1991)
Third World Posse - [EP] - (1992)
Chaos A.D. - (1993)
Roots - (1996)
The Roots Of Sepultura - (1996)
Blood-Rooted - (1997)
B-Sides - (1997)
Against - (1998)
Nation - (2001)
Under A Pale Grey Sky - Ao Vivo - (2002)
Revolusongs - [EP] - (2002)
Roorback - (2003)
Live In São Paulo - (2005)
Dante XXI - (2006)
The Best Of Sepultura - (2006)
A-Lex - (2009)